Nova York - A menos de duas semanas das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) usou o espaço nobre do primeiro discurso presidencial da Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (20) com foco muito maior no público doméstico do que nos líderes mundiais que acompanhavam a fala.
Com cara de discurso de campanha, o presidente atacou a esquerda e sem citar ninguém nominalmente mencionou casos de corrupção na Petrobras durante os governos petistas. Bolsonaro firmou que sua gestão "extirpou a corrupção sistêmica que existia no País".
Bolsonaro adotou um tom mais moderado e acatou as sugestões do Itamaraty, de evitar ataques diretos a outros países.
PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA
O presidente afirmou, no entanto, que "repudia a perseguição religiosa" ao dizer que "o Brasil abre suas portas para acolher os padres e freiras católicos que têm sofrido cruel perseguição do regime ditatorial da Nicarágua", do esquerdista Daniel Ortega. Além disso, citou o acolhimento a refugiados venezuelanos, que fogem do regime de Nicolás Maduro.
7 DE SETEMBRO
Bolsonaro ainda citou o evento de campanha do 7 de Setembro, em que "milhões de brasileiros foram às ruas, convocados pelo seu presidente, trajando as cores da nossa bandeira". "Foi a maior demonstração cívica da história do nosso País, um povo que acredita em Deus, pátria, família e liberdade", afirmou, concluindo o discurso com o lema da sua campanha.