10 de julho de 2026
Política

Mandato da prefeita está mantido e processo da CP vai ser arquivado

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de mais de 45 horas de duração, a 12ª sessão extraordinária da Câmara de Bauru terminou por volta das 20h desta terça-feira (20), com a manutenção do mandato da prefeita Suéllen Rosim (PSC), após a votação das três acusações pelas quais respondia na Comissão Processante (CP) não atingir o número mínimo de 12 votos entre os 17 vereadores. Para as acusações de omissão e negligência, a votação foi de 8 votos favoráveis à cassação e 9 contrários, e para a terceira acusação, de falta de decoro, foram 9 votos favoráveis à cassação e 8 contrários. Com o resultado, o processo da CP será arquivado pela presidência da Câmara.

Entre os vereadores, 12 usaram o tempo de 15 minutos cada para justificar suas decisões e o voto que dariam em seguida, sendo 7 deles pertencentes ao grupo de oposição ao governo municipal. As críticas à conduta da prefeita foram reafirmadas.

NULIDADES

Na sequência, o advogado de defesa da prefeita, Jeferson Daniel Machado, usou parte das duas horas a que tinham direito para voltar a criticar duramente a condução dos trabalhos da presidente da CP, Chiara Ranieri (União Brasil), e repetir parte da defesa já feita com apontamentos de nulidades do processo e questionamentos quanto ao mérito da denúncia. Ao todo, o advogado e a prefeita utilizaram 1h10 minutos para suas colocações.

Suéllen negou que tenha agido de acordo com o que apontaram as três acusações e reafirmou a lisura dos processos de aquisição dos imóveis, que levaram à instauração da Comissão Processante de Inquérito e posteriormente da Comissão Processante.

"Foram 9 meses de muito desgaste, demonstrando de todas as maneiras possíveis que nosso trabalho é sério, baseado em honestidade e verdade. O resultado só contempla aquilo que eu esperava, porque abri nosso mandato para esclarecer cada ponto. Eu passei meses ouvindo que era corrupta, que tinha mala de dinheiro, viagem para Europa, que tinha pago mais pelos imóveis do que valiam. O processo começou assim e terminou como vimos hoje", defendeu a prefeita.

Sobre os votos favoráveis à cassação, a prefeita afirmou que sempre sinalizou com a possibilidade de diálogo e que não vê problemas em ser fiscalizada. "Eu sempre estive com tom pacífico. Não tem como o Executivo e o Legislativo caminharem em caminhos distintos se o objetivo é a cidade. Espero que daqui em diante a gente consiga trabalhar", afirmou.

A mãe da prefeita, Lucia Rosim (PSC), candidata a deputada estadual, e seu pai, Dozimar Rosim, acompanharam a sessão do plenário da Câmara.