Brasília - O comando da campanha petista cancelou a ida do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a Mato Grosso após informações de que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ruralista Antônio Galvan - candidato ao Senado - se organizavam para tumultuar as agendas dele em Cuiabá.
Alckmin iria para Cuiabá nesta quarta-feira (21) para demonstrar apoio à primeira-dama da capital e candidata ao governo do Estado, Marcia Pinheiro (PV), e se aproximar de empresários ligados ao agronegócio.
A viagem estava sendo organizada por dois dos principais fiadores da campanha petista junto ao setor: o deputado federal Neri Geller (PP) -que também tenta uma vaga no Senado- e o senador Carlos Fávaro (PSD). O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi avisado da decisão na véspera.
Procurada, a assessoria de Antônio Galvan não esclareceu se ele articulava algum ato contra Alckmin e afirmou apenas que "a maioria dos produtores rurais e da população mato-grossense" apoia Bolsonaro, e não o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apoiadores de Bolsonaro e Galvan confirmaram à reportagem, no entanto, que fariam um ato em Cuiabá para "mostrar que Alckmin não era bem-vindo" e tentar causar algum constrangimento.