10 de julho de 2026
Política

Vinicius Poit defende aliviar tributação para empresas e qualificar mão de obra

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 3 min

Desburocratizar e aliviar a carga tributária de empresas ao mesmo tempo em que amplia a oferta de vagas em escolas técnicas para melhorar a qualificação da mão de obra. Essas são algumas das principais propostas defendidas por Vinicius Poit (Novo), candidato a governador de São Paulo, para a geração de empregos. Na visão dele, as medidas são capazes de gerar um ciclo virtuoso de crescimento de postos de trabalho e ocupação dos mesmos. Na pauta do projeto de governo ainda constam revisões de contratos com concessionárias de rodovias, licitações de novos trechos de estradas de ferro e ampliação de horário de atendimento das unidades de saúde. "Temos uma fila de 500 mil pessoas à espera de exames e procedimentos, precisamos zerar", afirma o candidato, que esteve no Café com Política do JC nesta quarta-feira (21).

Para Poit, que é deputado federal, a carga tributária paulista dificulta a atração de empresas. "Precisamos revogar os decretos que criaram impostos na pandemia. O ICMS aumentou o preço de produtos como comida, carros usados e remédios. Além disso, precisamos devolver crédito tributário parado na Fazenda Estadual. Como São Paulo é o maior cobrador de impostos, sempre que alguém vende para outro Estado o valor fica creditado. Precisamos restituir".

Associado a isso, o candidato é defensor da criação de vagas em ensino técnico, para preencher ofertas de emprego, especialmente as que exigem qualificação. "Não adianta ter vaga se não tem mão de obra. Tem muita vaga para tecnologia, programação, inovação, mas não preenche. Precisamos pegar as escolas e faculdades técnicas e expandir", avalia.

PEDÁGIO

Outro projeto de governo de Poit é reavaliar os contratos das concessionárias de rodovias. "O que tiver de cobrança abusiva de pedágio, nós vamos rever. O que tiver ajuste, nós vamos fazer. E as novas concessões de rodovias precisam de pedágios mais coerentes". Na mesma esteira, ele argumenta ser necessário abrir concorrência às concessionárias das linhas férreas e licitar ramais parados para reativar o transporte de passageiros.

FILA ZERO

Outro projeto do candidato é o de zerar a fila por cirurgias e exames no Estado. Segundo ele, há meio milhão de pessoas à espera desses serviços. "As unidades têm que funcionar aos finais de semana. Temos que ocupar os espaços ociosos, como o Hospital das Clínicas de Bauru, que demorou para funcionar. Nas nossas estimativas, com R$ 350 milhões dava para zerar a fila. Para um Estado com orçamento de R$ 286 bilhões, é perfeitamente possível".

Ainda sobre o orçamento, Poit promete aumentar o vale alimentação da Polícia Militar, como forma de incentivo à categoria. "Hoje, com R$ 8 milhões por mês, eu dobro esse benefício. Também precisamos reformar a carreira da Polícia Civil, que hoje tem 27 mil servidores, mas faltam 15 mil", explica o candidato.

AUSTERIDADE

Ao longo da campanha, o candidato tem repetido o discurso de austeridade e de enxugamento da máquina pública. Uma de suas propostas é reduzir de 26 para 15 secretarias estaduais. "Não representa muito em termos de economia, mas é um ato simbólico para dar exemplo. É um recado para os desesperançosos de que é possível administrar de forma diferente", acredita.

Além do JC, Poit passou por outros veículos de comunicação de Bauru, reuniu-se com apoiadores durante o almoço e, depois, continuou o corpo a corpo com eleitores de Marília. Nesta quinta (22), ele visita as cidades de Rinópolis, Osvaldo Cruz e Parapuã.