10 de julho de 2026
Internacional

Brasil se destaca em reunião do Conselho de Segurança na ONU

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York  - O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, defendeu nesta quinta-feira (22) que o Brasil se torne membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Em discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, ele também pediu a reformulação do órgão para torná-lo mais "representativo, ágil e funcional" ? proposta defendida por vários outros líderes durante o evento.

"[Precisamos de um Conselho de Segurança] capaz de responder aos desafios do século 21, sem ficar paralizadao e cuja ação possa ser escrutinada pelos restantes membros das Nações Unidas", disse. Ele também pediu a adesão da Índia e de países do continente africano ao órgão.

BRASILEIRO

O ministro brasileiro Carlos França falou ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (22), em reunião convocada durante a Assembleia-Geral da entidade para discutir a Guerra da Ucrânia. O encontro colocou frente a frente os chanceleres da Rússia, Serguei Lavrov; dos Estados Unidos, Antony Blinken; e da China, Wang Yi, além dos responsáveis pelas relações exteriores de todos os países com assento no órgão. O chanceler ucraniano, Dmitri Kuleba, também participou da reunião.

Carlos França repetiu os habituais apelos pelo cessar-fogo e por um acordo de paz, mas não se referiu diretamente à Rússia nenhuma vez no seu breve discurso, de menos de dois minutos.

A posição é ambígua porque, embora existam uma série de registros de violações cometidas por parte de tropas russas, Moscou acusa as forças ucranianas de desrespeitaram os direitos humanos sobretudo nas regiões próximas à fronteira de maioria étnica russa, como o próprio Donbass.

ESTADO PALESTINO

O primeiro-ministro israelense, Yair Lapid, pediu nesta quinta-feira uma solução de dois Estados para resolver décadas de conflito entre israelenses e palestinos, e reafirmou que Israel fará "o que for preciso" para impedir o Irã de desenvolver uma bomba nuclear.

Sua menção a uma solução de dois Estados, a primeira de um líder israelense em anos na Assembleia-Geral das Nações Unidas, ecoou o apoio do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em agosto em Israel, à proposta há muito adormecida.