10 de julho de 2026
Nacional

Mancha de poluição no Rio Tietê cresce 43% em um ano

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A mancha de poluição no Rio Tietê cresceu cerca de 43% em um ano e agora atinge 122 km do corpo d´água no estado de São Paulo. Houve também uma diminuição das águas boas no rio, segundo a análise feita pela Fundação SOS Mata Atlântica como parte do projeto Observando os Rios.

O estudo, feito anualmente desde 1993, aponta presença de trechos com péssima qualidade de água tanto no Tietê quanto no Pinheiros, seu afluente.

O relatório foi divulgado nesta quinta-feira (22), o Dia do Tietê. A situação é surpreendente, segundo Gustavo Veronesi, coordenador do Observando os Rios, exatamente devido a essas ações recentes de saneamento, especialmente no Rio Pinheiros.

Apesar de a situação no grande rio paulista ter piorado, a da bacia como um todo permanece relativamente estável.

INDICADORES

Voluntários do projeto coletaram amostras de água de setembro de 2021 a agosto de 2022 em 55 pontos do Tietê e de outros rios que compõem a sua bacia, incluindo o Pinheiros.

Além disso, a SOS Mata Atlântica se baseou em 16 indicadores para compor o índice de qualidade da água, incluindo dados da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). O projeto monitora 576 km do rio, que, ao todo tem cerca de 1.100 km.

A mancha de poluição pode ser traduzida como a extensão do rio sem oxigênio dissolvido na água. Nessas condições, a água, em linhas gerais, não pode ser usada por humanos ?mas pode ser utilizada para navegação, por exemplo.

Segundo o índice usado pela fundação, 117 km do rio estão com qualidade de água ruim e 5 km, com qualidade péssima, em Santana do Parnaíba.

Na análise anterior, nenhum quilômetro de Tietê tinha qualidade péssima, mas  85 km eram de águas ruins.