A Praça dos Expedicionários, um marco na região do Bela Vista, ficou mais triste, mais calada.
Como se já não bastasse o fim de um supermercado, e a esperança de outro se instalar, coisa que até agora não aconteceu, traindo esperanças, criando agonias, nosso bom homem "Charlois", como por nós era conhecido, pois com ele trabalhamos na polícia, foi para nosso verdadeiro lar.
Vendia seus aparatos para ajudar nas economias, mas tenho a impressão de que o que ele gostava mesmo era de uma boa prosa. Eu e vários íamos até lá para com ele jogar conversa fora, ver uma boa partida de truco, trocar notícias, amenidades.
Com ele, a praça ainda era alegre, tínhamos motivo para lá ir, além do passeio em si.
A boa espiritualidade o levou e tenho certeza que seu legado continuará, sempre com seu jeitão de duro, áspero, mas, ledo engano quem pela aparência o julgava. Sempre estará presente em nossos corações, pois é, sim, no presente, pois somos imortais, uma boa pessoa.
Fique bem, meu amigo Alexandre Charlois Neto, quando me for, quero você, dentre outros a me receber.