09 de julho de 2026
Política

Deputada Isa Penna se diz assediada em Botucatu

Por Mônica Bergamo | FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A deputada estadual Isa Penna (PC do B), candidata à Câmara dos Deputados por São Paulo, participava de uma caminhada e panfletagem em Botucatu, neste sábado (24), quando teria sido assediada e chamada de "vadia" por um homem desconhecido.

Foi o que ela própria relatou nas redes sociais ontem, em vídeo à frente da Delegacia de Polícia de Botucatu, onde a parlamentar e dois assessores seus iriam registrar a ocorrência. 

O homem teria se aproximado dela, pegado em sua cintura, tirado uma foto e dito: "Você é uma vadia, você é doida, aquilo com o Cury nunca aconteceu", em referência a um episódio em que a parlamentar foi apalpada pelo deputado Fernando Cury (sem partido) durante sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no ano passado. "Ele falou baixinho e saiu. Fiquei meio em choque, mas fui atrás dele e disse: 'Repete, agora que tem um monte de gente em volta'", narra a deputada. "Mas ele não repetiu", diz. No vídeo, ela relata que um segurança saiu em sua defesa.

OUTRO CASO

Ainda neste mês, ela recebeu uma ameaça de morte por email. No texto, o agressor "exige" que o mandato do deputado estadual paulista Douglas Garcia [Republicanos] não seja cassado e que, em vez disso, Isa Penna renuncie, caso contrário ele irá "invadir a Assembleia Legislativa e fazer um massacre".

Após ataques que Garcia fez à jornalista Vera Magalhães, ao fim do debate entre candidatos ao Governo de São Paulo, parlamentares entraram com representações no conselho de ética da Alesp pedindo a cassação dele.

No texto do email, o agressor chama Isa Penna de "aberração", "cara de bolacha Trakinas", "sapatona nojenta" e "puta". Diz ainda que ela ganha uma fortuna, enquanto ele está desempregado, vivendo de Auxílio Brasil e com a mulher diagnosticada com câncer de mama.

NOVA LEI

A eleição deste ano será a primeira com uma lei sobre violência política de gênero em vigor, e estabelece que é crime assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar uma candidata, com discriminação à condição de mulher ou ainda à sua cor, raça ou etnia.