Brasília - O resultado da arrecadação de agosto será fechado nesta semana, mas a Receita Federal deverá mostrar um desempenho ainda em trajetória de crescimento, mesmo com cortes de impostos feitos neste ano.
A receita administrada pelo órgão (que inclui itens como impostos sobre renda, IPI e contribuição previdenciária) deverá mostrar uma alta real (ou seja, já descontada a inflação) de 7,6% em relação a agosto do ano passado.
O crescimento é maior do que o observado em 5 dos 7 meses anteriores, inclusive em julho (que mostrou aumento real de 5,2% na comparação com um ano antes).
PATAMAR RECORDE
O resultado deve representar um patamar recorde, de aproximadamente R$ 165 bilhões no mês. Além desse valor, a arrecadação federal também soma o que foi recolhido em royalties e outros tipos de ganho (a chamada receita administrada por outros órgãos).
O desempenho da arrecadação total do País deverá alcançar a faixa mais próxima de 10% na comparação com 2021.
DESONERAÇÃO
Sob pressão da ala política do governo, o Ministério da Economia tem adotado medidas que elevam despesas públicas e também reduzem a receita, como as desonerações. A equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) argumenta que as iniciativas podem ser adotadas porque há melhora estrutural e permanente das receitas, o que é contestado por analistas.
Diante do nível recorde da arrecadação tributária no ano, Guedes tem dito que os números são um reflexo inequívoco de que o crescimento econômico é sustentável.