O Centro de Progressão Penitenciária 2 (CPP-2) Dr. Eduardo de Oliveira Vianna de Bauru registrou outros 21 casos de detentos que tentaram entrar na unidade prisional com drogas e equipamentos de telefonia móvel no estômago. Desta vez, um preso engoliu até invólucros com fiação elétrica, que seria utilizada para confeccionar carregadores de celular atrás das grades.
Os "barrigueiros", como são popularmente conhecidos, foram barrados pelo escâner corporal na volta da saída temporária no último dia 19, contudo, o fato somente foi divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Após serem descobertos, os presos ficaram em observação na enfermaria do estabelecimento penal e conseguiram, no decorrer da semana, expelir os itens ilícitos de forma natural. No total, os agentes de segurança apreenderam 188 porções de maconha e quatro de cocaína, além de 11 minicelulares e duas placas dos aparelhos móveis.
INVÓLUCROS COM FIAÇÃO
Um dos flagrantes que chamou a atenção foi o de um recluso que expeliu dois invólucros contendo fios elétricos.
Questionada pelo JC, a assessoria de comunicação da SAP informou que o item seria provavelmente utilizado para a fabricação artesanal de carregadores de celular no presídio, seja para uso próprio ou até para comercialização.
Um outro detento também chegou a engolir 34 embalagens de maconha. Demais casos de grande quantidade de droga ingerida nesta mesma "leva" de flagrantes incluem sentenciados que engoliram 33 e 32 porções cada. Não houve a necessidade de encaminhamento a hospitais da cidade.
A direção do CPP-2 de Bauru instaurou apuração preliminar para averiguar os casos e os detentos retornaram para o regime fechado. O material ilícito apreendido foi encaminhado à Polícia Civil.