Botucatu - O chamado "pico tardio" de infestação do Aedes aegypti, que ocorreu este ano durante o período de estiagem, elevando os casos de dengue em todo Estado de São paulo, associado à mudança de estação, com previsão de chuvas, levou a Prefeitura de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) a intensificar as ações de combate aos criadouros do mosquito na cidade.
Segundo o Executivo, levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde revelou que 2022 apresentou um pico de casos da doença mais tardio do que o habitual, que coincidiu com o período de estiagem, até agosto. Quando analisado apenas o primeiro semestre, os dados mostram um aumento de 111% nos casos de dengue em relação ao mesmo período de 2021.
Em todo o Estado, ainda de acordo com a Prefeitura, foram registrados, até 8 de agosto, 287.761 casos de dengue, com 243 óbitos. Em Botucatu, são 257 casos confirmados da doença, sem nenhuma morte. A chegada da Primavera, estação do ano que, tradicionalmente, registra um aumento no volume de chuvas, reforça a preocupação com a reprodução do Aedes.
"Para evitar que o número de casos continue aumentando, e antes que o período chuvoso se intensifique, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) orienta que é necessário eliminar os criadouros dos mosquitos presentes nos quintais das casas, o que é essencial para diminuir a proliferação de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya", ressaltou a pasta em nota.
Além de visitas, orientações a moradores e busca ativa de criadouros, equipes da VAS estão realizando ações de nebulização para eliminar os mosquitos. Segundo dados da pasta, a maioria dos criadouros no município refere-se a objetos úteis que ficam nos quintais e podem acumular água da chuva, como calhas, vasos de plantas e recipientes de alimentação animal.