Bauru - Na reta final, o candidato a vice na chapa do governador Rodrigo Garcia (PSDB), Geninho Zuliani (União Brasil), aposta na mobilização de cabos eleitorais em regiões estratégicas do Estado para garantir uma vaga ao segundo turno na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Nesta sexta-feira, ele cumpriu agenda em Bauru no período da tarde, depois de fazer campanha em outros municípios paulistas, e visitou o Café com Política, onde conversou com o JC.
Rodrigo Garcia assumiu o governo de São Paulo após a renúncia do tucano João Doria, que desistiu de concorrer à presidência e anunciou saída temporária da vida pública. Para seu candidato a vice, inexiste cenário em que Rodrigo não dispute o segundo turno. "Temos as pesquisas oficiais, públicas; as nossas, internas, e o monitoramento das redes sociais", afirmou Zuliani . "Muita coisa acontece na reta final. E não vislumbramos um segundo turno sem Rodrigo", afirmou Geninho ao ser questionado sobre quem apoiaria caso a disputa final seja travada entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Acompanhado do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania), Zuliani foi recebido em Bauru por lideranças partidárias, candidatos de sua coligação e demais apoiadores. O relógio beirava as 14h quando seu avião pousou. Antes, ele havia passado por Presidente Prudente e Marília. E deveria chegar a Barretos até o final da tarde. "Não sei a que horas vou dormir", brincou.
CAMPANHA
Candidato mais apoiado entre os prefeitos paulistas - são cerca de 500 mandatários engajados na campanha do tucano -, Rodrigo Garcia ainda não conseguiu transformar o suporte político que recebe em intenções reais de voto.
Para seu vice, o desempenho se deve à polarização da política nacional e não tem relação com a crise vivenciada pelo PSDB nos últimos anos. "Temos duas forças políticas antagônicas, Lula e Bolsonaro, e o Rodrigo está segurando tudo isso sozinho em São Paulo", avalia. Para ele, "o legado do PSDB no Estado é maior do que as adversidades que o partido enfrentou" .