21 de março de 2026
Gente, Negócios & Propaganda

Lentidão


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Victoria Napolitano, 26 anos, mulher trans, assumiu no fim de 2021 o cargo de coordenadora de diversidade, equidade, inclusão e bem-estar na techfin (empresa de tecnologia e dados que oferece serviços financeiros a outros negócios) Pismo, seis meses depois de ser contratada como analista-sênior de recursos humanos.

Antes, ela atuou em fintech de grande porte por três anos, depois de participar de uma seleção para pessoas trans do programa Trans- Emprego. Victoria conta que passou por situações desconfortáveis nesse ambiente. Segundo ela, muitas vezes o peso de explicar aos colegas sobre conceitos relativos a essa comunidade fica nas costas desse grupo - o que é cansativo e prejudica a inclusão, diz. Victoria entrou no setor de startups em 2019, depois de participar de uma edição do programa Women Will, do Google, voltado a mulheres trans, com treinamento de habilidades digitais e mentorias. A iniciativa foi essencial para que ela refletisse sobre sua perspectiva profissional.

Ela diz que startups ainda avançam a passos lentos rumo à inclusão porque não tratam a diversidade como outras áreas, de forma técnica, com investimento em contratações e programas de treinamento profissional. "Só vamos chegar lá se pensarmos em meta, análise de dados, planejamento. Somos diruptivos nos negócios, mas conservadores nos programas de diversidade."