11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Qual é o valor de uma vida?... E de um voto?

Agostinho Rodrigues Júnior
| Tempo de leitura: 2 min

Veja só. Hoje pela manhã, a caminho do trabalho, na companhia da esposa e filha, eis que minha mulher fez a seguinte pergunta: - O que você achou do debate? Respondi, sem titubear e sem sequer pensar em dar uma resposta inteligente: - Achei excelente! - Ah, é... nossa, mas teve muitas brigas e discussões! Eu, então, simplesmente simplifiquei o que quis dizer. - Para mim, eles foram sinceros. Nitidamente deu para se ver quem é quem e o que cada um deseja. Deu para compreender, claramente, que eles estão numa competição "eleitoreira". Longe dos indígenas, dos desfavorecidos; os indigentes e os milhares de desassistidos que perambulam pelas ruas do país atrás de alimento. As pautas dos pseudos representantes não são as preocupações e os interesses gerais dos desfavorecidos.

Entrementes, hoje, após o tal debate, me vem à mente uma pergunta totalmente despretensiosa. - O que o não convidado Jesus, que por diversas vezes foi citado naquele encontro de "amigos políticos", diria a todos eles? O que Jesus diria pra mim, pra você que lê e para todas as inúmeras classes de pessoas que anseiam por uma "luz real de esperança à vida?"

O professor Clóvis de Barros, certa vez, fez essa pergunta: - O que é que a vida tem que ter pra valer a pena? Ele responde, parafraseando Jesus: - É permitir que o outro viva melhor do que viveria se você não existisse... [Então, na minha simplista interpretação: Somente em se doando um ao outro é que poder-se-á fazer algo para alguém, seja branco ou preto; de gêneros e/ou classes distintas...]. Ora, a chuva cai tanto sobre os "belos quanto aos normais" e o sol brilha de igual modo. O desconhecimento dos sentidos da vida é que me parece ser algo que o mundo dos "humanoides" ainda encontra-se à procura.

É certo que carrego informações bem precisas na mente. Como, por exemplo, o preço de um carro. Dessa forma, todo ser pensante deveria estar de posse do conhecimento da resposta dessa pergunta: - E qual é o valor de uma minha vida? Aí, sim, mediante a esse conhecimento, poderei, ainda que minimamente, ser detentor do sublime e precioso conhecimento de uma doação, mesmo que ela "palidamente seja do minado e incoerente campo da política".