Bocaina - O prefeito de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), Marco Antônio Giro, conhecido como Pipoca, foi preso acusado de boca de urna, na manhã deste domingo (2), em frente à escola municipal Santa Rita de Cássia, que é ponto de votação na região central da cidade. Ele teria sido visto por um juiz eleitoral entregando um papel, suposto santinho, a um eleitor. Conduzido para a delegacia do município a pedido da fiscalização, ele prestou esclarecimentos, assinou um termo circunstanciado e foi liberado para responder em liberdade.
Em nota, o advogado do prefeito, Antônio Belarmino Júnior, negou a boca de urna e disse que houve distorção do ocorrido. Segundo ele, Marco Antônio Giro atua como delegado partidário nas Eleições de 2022 e "o papel visto trata-se de um crachá que era entregue a um conhecido".
A defesa do prefeito acrescenta ainda que Pipoca estava munido apenas de sua cola própria para votação, na ocasião.
O registro da ocorrência de boca de urna foi confirmado por um boletim do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), divulgado por volta das 10h deste domingo (2).
A boca de urna é quando uma pessoa faz propaganda de um candidato no dia da eleição. A prática é considerada crime eleitoral e quem é flagrado está sujeito à pena de detenção, que pode variar de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade e multa no valor de até R$ 15,9 mil.