10 de julho de 2026
Política

Partido e aliados de Bolsonaro vencem disputas para o Senado

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O PL de Jair Bolsonaro (PL) e ex-ministros de seu governo tiveram uma vitória expressiva. O partido do presidente irá controlar a maior bancada da Casa, com 14 cadeiras, 5 a mais do que tinha no primeiro semestre deste ano. Foram eleitos os ex-ministros bolsonaristas Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP), Rogério Marinho (PL-RN), Jorge Seif (PL-SC) e Tereza Cristina (PP-MT) e seu nome desponta à presidência da Casa, inclusive, ao lado do filho do presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

O ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil), que rompeu com Bolsonaro ao deixar o governo e se reaproximou do bolsonarismo na campanha também conseguiu uma cadeira pelo Paraná. Sua mulher, Rosângela Moro, conseguiu vaga como deputada federal em São Paulo.

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) derrotou o petista Olívio Dutra no Rio Grande do Sul. Magno Malta (PL-ES), venceu no Espírito Santo.

O PT cresceu pouco: de 7 para 9 cadeiras

MDB E PSDB

Tradicionalmente a maior bancada do Senado, o MDB saiu mais fraco dessas eleições. O partido perdeu quatro senadores cujos mandatos terminaram. Por outro lado, conseguiu eleger apenas Renan Filho (MDB-AL). 

O PSDB seguiu a tendência de encolhimento no Congresso Nacional. Nestas eleições, apenas 27 das 81 cadeiras estiveram em disputa --diferentemente da Câmara dos Deputados, o mandato dos senadores é de oito anos, com renovação de parte da Casa a cada quatro anos (um terço e dois terços, respectivamente).

Vale ressaltar o todo: em 2022, o agora novo partido de Bolsonaro, o PL, consagrou-se a maior bancada do Congresso, com um total de pelo menos 113 parlamentares -14 senadores e 99 deputados.