Estocolmo - O Prêmio Nobel de Física de 2022 foi para três laureados: Alain Aspect, John F. Clauser e Anton Zeilinger.
Os estudos desenvolvidos pelos três pesquisadores envolveram experimentos com fótons emaranhados. O resultado possibilita novos caminhos para tecnologias que são baseadas na física quântica.
A física quântica é a área dedicada aos estudos de minúsculas partículas que formam o universo e as interações que ocorrem entre elas. Um conceito importante para esse campo científico é o estado emaranhado. A ideia é que, quando algo ocorre com uma partícula, o fenômeno também vai acontecer com outras partículas que se encontrem nesse par emaranhado, mesmo que elas estejam muito distantes uma da outra.
ENTENDA
Uma comparação seria com uma máquina que lança bolas brancas e pretas em direções opostas. Uma pessoa que está em um dos lados recebe uma bola branca e, então, conclui que a bola da posição oposta foi preta.
Quando essa situação é analisada na ótica da física quântica, a explicação se torna um tanto mais complexa. As bolas seriam as partículas e estariam em um par emaranhado porque, quando alguém recebe uma delas, já pode determinar qual o estado - no caso, a cor - da outra.
No entanto, para a física quântica, a propriedade dessas bolas antes de lançadas seria, na realidade, cinza. É só quando uma das pessoas percebe que a bola recebida é preta que a cor da outra se modificaria, tornando-se branca.
As pesquisas de Aspect, Clauser e Zeilinger se inserem nesse complexo campo de investigação sobre o estado emaranhado das partículas.