09 de julho de 2026
Esportes

Red Bull pode ter quebrado regra e FIA adia decisão


| Tempo de leitura: 2 min

A Federação Internacional de Automobilismo anunciou que vai precisar de mais tempo para decidir quais equipes quebraram o teto orçamentário de 148,6 milhões de dólares (pouco menos de 780 milhões de reais). Dependendo da maneira como o cálculo for feito, a própria Red Bull admite que pode ter quebrado o limite, que foi estabelecido justamente no ano passado. A Aston Martin também teria ficado acima. O novo prazo é na segunda-feira, dia 10 de outubro.

Mas a infração da Aston Martin teria sido menor. A grande discussão é em relação à Red Bull e tem a ver com a maneira como a equipe interpretou de que forma as contas entram no limite de gastos. E a decisão desse caso é, inclusive, importante para o futuro de uma regra que nasceu ano passado após décadas de discussões.

Há quatro empresas que atuam com o nome da Red Bull e têm alguma relação com a Fórmula 1. A Red Bull Racing é a empresa que faz a gestão da equipe em si. A Red Bull Technologies faz o carro. A Red Bull Advanced Technologies cuida de outros projetos fora da F1, mas ainda assim é uma empresa voltada à engenharia. E também há a recém-formada Red Bull Powertrains se dedica ao projeto do motor para 2026.

O que está em jogo é como calcular os custos quando se compra peças desenvolvidas por fornecedores, dentro dessa configuração em que não é a Red Bull Racing em si que faz o carro. Isso leva a outras questões de equipes que têm parcerias técnicas que podem lhes dar vantagem de performance. Para fugir do teto de gastos, as equipes poderiam, cada vez mais, terceirizar o desenvolvimento de peças, e o limite orçamentário perderia força.

Outro ponto importante é que um gasto superior em 2021 tem tudo para trazer uma vantagem duradoura, uma vez que pouquíssimas peças do carro antigo puderam ser reaproveitadas devido a uma mudança de regras. E tais regras vão se manter relativamente estáveis nos próximos anos.

Embora o time campeão do ano passado com Max Verstappen tenha entregue um relatório com gastos abaixo do teto à FIA em março, a rivais acreditavam que nem tudo o que deveria estar na conta tinha sido registrado e pediram uma revisão à entidade.