10 de julho de 2026
Política

Contrato do lixo vence sem prefeitura decidir se vai pagar mais à Emdurb

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

O contrato de prestação do serviço de coleta de lixo orgânico entre a Emdurb e a Prefeitura de Bauru venceu no último dia 3 de outubro e foi prorrogado por até 90 dias, adiando a decisão da prefeitura de aumentar, ou não, o valor pago pela tonelada de material coletado pela empresa, uma de suas principais fontes de arrecadação, e que pode ser decisiva para manter suas atividades ou fechar as portas.

Desde abril a Emdurb aguarda uma resposta da Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semma), após pedido de reequilíbrio do contrato que aumenta o valor da tonelada dos atuais R$ 201 para R$ 225. O pedido foi ressaltado pela necessidade de agilidade na análise. Porém, o processo tramitou na secretaria sem uma definição até o vencimento do contrato no início desta semana.

A informação é de que o pedido de reequilíbrio estaria no gabinete da prefeita para ser assinado por Suéllen Rosim (PSC), para depois ser enviado para análise das secretarias de Finanças e Jurídica. O secretário de Meio Ambiente, Levi Momesso, confirmou a necessidade de prorrogação, mas condicionou o prazo de encerramento do processo à análise que as duas secretarias farão da proposta. O prazo agora para este trâmite é até o final do ano ou quando a análise dos dois setores for concluída, o que ocorrer antes.

O QUANTO ANTES

A expectativa do presidente da Emdurb, Everson Demarchi, é que a proposta seja aceita o quanto antes, uma vez que os recursos da coleta são fundamentais para manter as atividades da empresa. Além do aumento, o reequilíbrio irá contar com valores retroativos do que já foi pago desde abril. "Na situação que a empresa está, qualquer R$ 10 mil faz muita diferença. A situação da empresa é muito grave. Este retroativo será muito importante", lamentou.

No entanto, além de ter que aguardar em compasso de espera a decisão da gestão pública, que pode ser determinante para sua sobrevivência, a Emdurb enfrentou ainda em setembro uma redução na quantidade de material coletado, tanto do lixo orgânico quanto do material reciclável, além da redução de serviços prestados à prefeitura, como varrição e pintura, que foram prejudicados pelas chuvas do período. De acordo com o presidente, esses fatores agravam ainda mais a situação financeira da empresa. "É o grave do grave", afirmou Demarchi.

OUTROS CONTRATOS

Tanto que ele não descarta que também este mês os salários dos funcionários da empresa tenham que ser, novamente, parcelados. O pagamento deve ser feito até esta sexta-feira (7), mas apenas no início da noite de ontem Everson definiria com o setor financeiro da Emdurb se será possível fazer o pagamento integral.

Outros contratos com a Emdurb deverão ser revistos pela Semma até o final do ano. Um deles, é o de gerenciamento dos ecopontos, cujo processo está em fase de pesquisa de preços, segundo apurou a reportagem, e ainda o realinhamento de preços para a manutenção dos cemitérios da cidade.