LUTO

Morre em Bauru o músico Paçoca, da Super Liga Kathólika

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Pedro Romualdo
Paçoca desenvolveu um método próprio para ensinar música
Paçoca desenvolveu um método próprio para ensinar música

Morreu, no final da tarde deste sábado (6), em Bauru, o músico Valmir Marques Alves, conhecido como Paçoca. Ele foi um dos fundadores, em 1979, da icônica banda de rock bauruense Super Liga Kathólika, oriunda da banda Épico e Seda Pura. Também tocou na Aeroplano.

Não fossem as complicações de saúde que o acometeram aos 62 anos, a ideia era retomar no futuro próximo a Super Liga Kathólika, com novas versões da própria banda, uma das primeiras a trabalhar em composições autorais nos anos 80, na cidade. Músicas como "Bauruzão”, “Roque do trem” e “Menina da PT” ganharam o público local e ficaram conhecidas por conta da sátira que traziam.

No entanto, o grupo também fazia releitura de sons como Os Beatles, The Rolling Stones, Creedence e Bob Dylan.

Era considerado um exímio guitarrista na linguagem do rhythm and blues e no rock and roll, sendo apreciador, por exemplo, de Led Zeppelin e Pink Floyd. Porém, ouvia também gêneros como samba e bossa nova, desde que com qualidade.

Era um profissional detalhista e crítico, mas não julgava ninguém, informaram os amigos, que destacaram ainda a simplicidade com que viveu. Ressaltaram também o quanto ele gostava de ensinar música, ofício que desempenhava em um sindicato antes de permanecer internado por 45 dias no Hospital Estadual, por conta de complicações no fígado, rins e pulmão.

Não à toa, desenvolveu um método próprio de ensino aplicado em várias escolas. Sagaz e inteligente, militava pela cultura, sendo que atuou junto à pasta municipal no passado e participou, inclusive, em programa de rádio.

Considerado um homem espiritualizado, ele deixou a mãe Nice, o irmão Michel e o filho Lucas, fruto de sua relação com Saula, além de muitos amigos e admiradores. Foi sepultado na manhã deste domingo (7), no Cemitério da Saudade.

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