SAÚDE

Semana de Alergia alerta para os desafios da condição imunológica


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Daniela Tibúrcio Rigotto Bannwart, médica cooperada da Unimed Bauru
Daniela Tibúrcio Rigotto Bannwart, médica cooperada da Unimed Bauru

De 23 a 29 de junho é celebrada a Semana Mundial de Alergia, uma oportunidade para aumentar a conscientização sobre as alergias, suas causas e impactos na vida das pessoas. Este ano, o tema é "Superando os Obstáculos da Alergia Alimentar", destacando a importância de entender e gerenciar essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

"A alergia alimentar é uma resposta imunológica adversa a certos alimentos, podendo causar uma variedade de sintomas que vão de leves a graves. Esses sintomas podem incluir erupções cutâneas, inchaço, dificuldades respiratórias e até mesmo anafilaxia, uma reação potencialmente fatal. Os alimentos mais comuns que desencadeiam alergias incluem leite, ovo, soja, trigo, amendoim, nozes e castanhas, frutos do mar e peixes", explica a médica cooperada da Unimed Bauru, alergista e imunologista Daniela Tibúrcio Rigotto Bannwart.

De acordo com ela, gerenciar uma alergia alimentar envolve vários desafios, tanto para os indivíduos afetados quanto para suas famílias. "A conscientização e a educação são essenciais para superar esses obstáculos", frisa.

É crucial entender que, para quem tem uma alergia alimentar, até mesmo uma pequena quantidade do alérgeno pode desencadear uma reação severa. "A crença equivocada de que "um pouquinho não faz mal" pode ser extremamente perigosa", ressalta a médica. A anafilaxia, uma reação alérgica grave que pode ocorrer minutos após a exposição, pode ser fatal se não tratada imediatamente. Portanto, evitar completamente os alimentos alérgenos é a única maneira segura de prevenir essas reações potencialmente mortais.

A conscientização sobre alergias alimentares não apenas ajuda a proteger aqueles que são vulneráveis, mas também promove uma sociedade mais inclusiva e compreensiva. "Quando a população em geral está bem informada, podemos reduzir o risco de reações alérgicas graves e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas", diz Daniela.

Como ajudar pacientes com alergia alimentar?

Para ajudar uma pessoa com alergia alimentar a se sentir segura e incluída em locais públicos e escolas, é necessário adotar uma abordagem abrangente que envolve educação, preparação e apoio contínuo:

EDUCAÇÃO E TREINAMENTO

Educadores e Funcionários: Todos os funcionários de escolas e locais públicos devem ser treinados para reconhecer os sintomas de uma reação alérgica e saber como responder adequadamente.

Alunos e Colegas: Promover a conscientização entre alunos e colegas sobre a seriedade das alergias alimentares pode fomentar um ambiente mais compreensivo e solidário.

AMBIENTES SEGUROS:

Políticas de Alimentação: Implementar políticas rigorosas sobre o que pode ser trazido ou servido em escolas e eventos. Áreas específicas podem ser designadas para alimentos que contêm alérgenos.

Limpeza e Higiene: Garantir a limpeza adequada dos espaços onde os alimentos são preparados e consumidos para evitar a contaminação cruzada.

COMUNICAÇÃO ABERTA:

Pais e Escola: Manter uma linha de comunicação aberta entre pais e escola para discutir as necessidades específicas da criança e garantir que as medidas adequadas estejam em vigor.

Planos de Ação: Desenvolver e distribuir planos de ação personalizados para cada aluno com alergia alimentar, detalhando os passos a serem tomados em caso de emergência.

APOIO PSICOLÓGICO:

Grupos de Apoio: Facilitar grupos de apoio para crianças e pais para compartilhar experiências e estratégias de manejo.

Aconselhamento: Oferecer acesso a serviços de aconselhamento para ajudar as crianças a lidar com a ansiedade e o isolamento que podem surgir devido às suas alergias.

INCLUSÃO E SENSIBILIZAÇÃO:

Atividades Inclusivas: Planejar atividades escolares e sociais que não envolvam alimentos, ou que ofereçam alternativas seguras para todos os participantes.

Eventos Conscientizadores: Organizar eventos e campanhas para aumentar a conscientização sobre alergias alimentares na comunidade.

SERVIÇO

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