O golpe começa com uma promessa, uma conversa ou um aplicativo que parece confiável. Na tela, o dinheiro cresce. Na hora de sacar, surgem taxas e obstáculos. Criptomoedas também são usadas como meio de pagamento em fraudes: a tecnologia não torna legítimo quem pede a transferência. Conheça as sete principais armadilhas:
1. Relacionamento que vira investimento
Uma amizade ou paquera online evolui para uma indicação de investimento. O golpista conquista confiança antes de pedir dinheiro. Desconfie de quem insiste em uma plataforma e verifique a empresa por fontes independentes.
2. Grupos de investimento
No WhatsApp ou Telegram, um suposto especialista apresenta oportunidades, enquanto participantes exibem lucros. Os depoimentos podem ser encenados. Retorno garantido e pressão para depositar são alertas. CNPJ e prints não comprovam legitimidade.
3. Links falsos e tokens gratuitos
Mensagens imitam corretoras e carteiras ou oferecem criptomoedas gratuitas. O objetivo pode ser obter suas palavras de recuperação ou induzir uma autorização maliciosa para movimentar tokens. Acesse os canais oficiais e confira o que está assinando.
4. Plataformas falsas
Sites e aplicativos mostram saldos e rendimentos que podem ser inventados. Para sacar, exigem outro depósito a título de "imposto", "seguro" ou "desbloqueio". Não envie mais dinheiro para liberar um saldo suspeito. Estar numa loja de aplicativos não garante segurança.
5. Falsa recuperação de valores
Depois do prejuízo, alguém promete recuperar tudo. Pode se apresentar como hacker, investigador ou escritório. Desconfie de garantia de devolução e de taxas para liberar dinheiro "já encontrado". Cobrar por trabalho técnico ou jurídico é diferente de garantir resultado.
6. Pirâmides com fachada tecnológica
A proposta fala em mineração, robôs ou inteligência artificial, mas os pagamentos dependem de novos participantes. Ganhos extraordinários, pouca transparência e incentivo ao recrutamento exigem atenção. Receber no início não prova sustentabilidade.
7. Suporte falso
Um suposto atendente pede suas 12 ou 24 palavras para corrigir a carteira. Também há carteiras entregues já configuradas, com a frase conhecida por terceiros. Configure a sua pelo procedimento oficial e nunca entregue essas palavras ao suporte.
Já fui vítima, e agora?
Se já foi vítima, interrompa os pagamentos, preserve conversas, comprovantes, endereços e identificadores das transações. Avise bancos e corretoras pelos canais oficiais, registre a ocorrência e procure orientação especializada. Se as palavras de recuperação vazaram, trocar a senha não basta para proteger os fundos.
Uma análise técnica pode rastrear movimentações na blockchain, mas rastrear não significa recuperar. Agir rápido e organizar as provas pode fazer a diferença.