13 de setembro de 2026
VIOLÊNCIA

Pai preso suspeito de abusar da filha por 17 anos e engravidá-la

da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Polícia Civil
Homem de 48 anos é preso suspeito de estuprar a própria filha durante 17 anos, em Anápolis

Um homem de 48 anos foi preso preventivamente na manhã de sexta-feira, 11, em Anápolis (GO), suspeito de estuprar a própria filha durante 17 anos. Segundo a Polícia Civil, os abusos teriam começado quando a vítima tinha 12 anos e continuado até os 29.

A mulher tem quatro filhos, atualmente com idades entre 1 e 11 anos. De acordo com a investigação, ela relatou que uma dessas crianças foi gerada pelos abusos praticados pelo próprio pai. Agora, a polícia tenta esclarecer se o homem também é o pai biológico dos outros três filhos dela.

Para isso, serão realizados exames de DNA. O suspeito se recusou a fornecer material biológico, mas a Polícia Civil recolheu objetos pertencentes a ele que poderão ser utilizados na análise.

Vítima teria sido obrigada a voltar para a casa do pai

A investigação começou depois que a mulher revelou a familiares que sofria abusos sexuais praticados pelo pai desde os 12 anos. A revelação ocorreu durante um período em que o homem estava preso por outro crime.

Foi nesse período que ela também contou que um de seus quatro filhos teria sido concebido em decorrência dos abusos.

Segundo a Polícia Civil, depois de deixar a prisão, o investigado teria ameaçado tirar essa criança da vítima caso ela não voltasse a morar com ele.

A mulher retornou à residência e passou a viver novamente com o pai. Os quatro filhos dela também moravam no imóvel, onde, segundo a polícia, viviam apenas o investigado, a vítima e as crianças.

A mulher relatou ainda que era ameaçada de morte para não revelar os abusos.

DNA poderá esclarecer paternidade das outras crianças

Uma das linhas de investigação agora é determinar se os outros três filhos da vítima também foram gerados pelos supostos abusos.

A Polícia Civil pretende comparar o material genético das crianças com o do investigado. Como ele se recusou a fornecer amostra biológica, foram apreendidos objetos pessoais que poderão auxiliar na realização dos exames.

O homem negou as acusações e informou que se manifestará perante a Justiça. Após a prisão, a vítima e seus quatro filhos foram acolhidos.

Esse arranjo resolve a ambiguidade: primeiro apresentamos que ela tem quatro filhos, depois estabelecemos que um é apontado pela investigação como decorrente dos abusos e, por fim, que a origem biológica dos outros três ainda depende do DNA. Isso também torna o título 3 anterior — “Polícia apura se homem teve 4 filhos com a própria filha em Goiás” — mais compreensível e juridicamente cuidadoso.