12 de julho de 2026
CRÔNICA

O retorno do técnico (4)

Por Jeremias Alves Pereira Filho | Especial para a Folha da Região
| Tempo de leitura: 2 min

Dia 02/07/26: Foram definidas as 16 seleções. Dos “nanicos”, sobraram Egito e Paraguai, não considerados Marrocos, campeão africano, e Colombia, que renasceu para o futebol. Bateram outras seleções mais aquinhoadas (ôpa!) de craques pelejando nas melhores equipes europeias.

Dia 03/07/26: A poderosa Argentina penou para vencer a interessante seleção de Cabo Verde quase pelo “fotochard” — sistema fotográfico utilizado faz tempo no turfe para identificar “pelo focinho” o cavalo vencedor do páreo -, o precursor do VAR do futebol. Caso CB vencesse o jogo, poder-se-ia (arrrgh) falar que o resultado foi justo, tamanho empenho e bom preparo técnico e tático da simpática equipe. Os “Hermanos” também lutaram muito e contaram com o craque Messi, que anotou belo gol. Não dá para desmerecer a vitória portenha. Ao Contrário... Na outra decisão do dia, a Colombia superou a também boa seleção de Gana e foi para a nova fase do torneio para encarar a Suíça..

Dia 04/07/26: Egito ganhou do Canadá por 3 x 0 e mereceu sua passagem para as oitavas de final. Um “nanico” avançando. O outro, heróico Paraguai, enfrentou a França e não fosse o gol de pênalti anotado pelo fantástico M’Bappé teria levado a partida para prorrogação e sabe-se-lá para disputa por penalidade, podendo até sair-se vitorioso. Mas deu França, que irá pegar o Marrocos.

Dia 05/07/26: É hoje! A selecinha vai encarar a Noruega, do grandalhão Halland, um dos artilheiros da Copa até agora. Não vai ser fácil. E não foi, acabado o jogo com Halland anotando mais dois gols na sua carteirinha. Antes, Bruno Guimarães fez o favor de desperdiçar um pênalti entregando nas mãos do excelente goleiro Nyland. Carletto bobeou e encheu demais a bola do Guimarães que, como capitão do time, se apresentou para bater a penalidade, que bem poderia ter sido convertida em gol pelo Vini, já com a bola nas mãos, ou mesmo o Mateus Cunha, que sofreu a falta máxima.

Quase no fim do jogo Nyland, mesmo catimbando, não pegou o pênalti esperto batido pelo Neymar, que, se estivesse antes em campo, não teria perdido a cobrança mal executada pelo Bruno. Mas não deu tempo e o Brasil, mesmo tendo o jogo nas mãos – de fato nos pés – não soube aproveitar as oportunidades e, praticamente, “entregou o ouro”. Acabou em pesadelo o tal “sonho do Hexa”.

PS: Lembro ao distraído leitor que esta crônica, como as anteriores, foi escrita aos poucos, junto com o desenrolar da Copa. Mas, ainda bem, sobraram alguns “nanicos” para torcer...

É sócio de Jeremias Alves Pereira Filho Advogados Associados. Especialista em direito empresarial e professor emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Araçatubense nato.