25 de março de 2026
ROTA DO CRIME

Dunga vira réu por elo com facção e corrupção eleitoral

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Ministério Público aponta uso de facção para compra de votos e influência no processo eleitoral em Araçatuba

A Justiça Eleitoral de São Paulo recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o ex-vereador Antônio Edwaldo “Dunga” Costa, de Araçatuba, e outros investigados por envolvimento com organização criminosa e corrupção eleitoral.

A acusação resulta de investigação conduzida de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pelo Ministério Público Eleitoral. O trabalho começou a partir de apurações sobre o tráfico de drogas no bairro São José, mas acabou revelando um esquema mais amplo, com ramificações no cenário político local.

Durante as diligências, que incluíram interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça e outras medidas cautelares, os investigadores identificaram a existência de um núcleo político que, segundo a denúncia, se beneficiava diretamente da atuação de grupos criminosos para garantir apoio eleitoral.

De acordo com o Ministério Público, o ex-parlamentar teria promovido e financiado uma organização conhecida como “Esquina Maluca”, ligada a integrantes da facção criminosa PCC, que exercia influência sobre o tráfico de drogas na região. Em troca de apoio nas urnas, seriam oferecidas vantagens como ajuda financeira, custeio de defesa jurídica para membros do grupo, além de facilitação no acesso a serviços públicos e de intervenções administrativas.

As investigações também apontam que a estrutura criminosa era utilizada para mobilizar eleitores e captar votos, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, comprometendo a lisura e a liberdade do processo eleitoral.

Além do ex-vereador, um assessor político e um motorista também foram denunciados. Segundo a apuração, ambos atuavam como intermediários entre o grupo político e os integrantes da organização criminosa, participando diretamente das estratégias de captação ilícita de votos.

Na denúncia, o Ministério Público destaca a gravidade dos fatos e afirma que o esquema representa um ataque direto às instituições democráticas, ao utilizar o aparato do crime organizado para interferir no resultado das eleições municipais.

Outro lado

Procurado pela reportagem, o ex-vereador Antônio Edwaldo “Dunga” Costa não havia se manifestado até a publicação deste texto. Em caso de manifestação, a matéria será atualizada.