O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou um conjunto de medidas para ampliar o acesso de mulheres ao crédito e fortalecer a autonomia financeira feminina. O pacote inclui a redução das taxas de juros para cooperadas e novas linhas de financiamento e busca apoio às periferias e combate à violência.
Atualmente, embora representem 44,5% dos associados em cooperativas, as mulheres detêm apenas 27% dos financiamentos do banco.
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A partir de abril, o BNDES reduzirá a margem de lucro das operações para mulheres vinculadas a cooperativas de crédito. Isso significa juros menores para quem contrata crédito. Nas regiões norte e nordeste, a taxa cai de 0,85% para 0,50% ao ano. Para as demais regiões, a taxa cai de 1,25% para 0,85% ao ano.
Além da queda nos juros, o prazo para quitação dos empréstimos subiu de 12 para 15 anos, com carência de até dois anos para o início dos pagamentos.
O banco também liberou R$ 80 milhões para o programa BNDES Periferias. Os recursos serão destinados a organizações que capacitem mulheres empreendedoras em comunidades e favelas. O objetivo é o incentivo ao "trabalho de cuidado".
Serão apoiados projetos de lavanderias coletivas, cozinhas comunitárias e centros de cuidado para crianças e idosos, visando aliviar a sobrecarga doméstica que recai sobre as mulheres.
Em outra frente, o BNDES abriu uma linha de crédito para que estados e municípios investam em segurança pública feminina. O financiamento pode cobrir até 90% do valor de projetos como construção de delegacias da mulher, ações de fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, iluminação pública em área de risco e outros.
O prazo para pagamento dessas obras de infraestrutura social será de até 24 anos.