13 de março de 2026
DIVISA DE SP E MG

MP denuncia caminhoneiros por acidente fatal em ponte da região

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Acidente que envolveu três veículos e terminou em morte

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou dois motoristas de caminhão por homicídio qualificado e tentativa de homicídio após um acidente registrado na ponte sobre o Rio Grande, na rodovia AMG-2540, entre as cidades de Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP).

Atualmente, a ponte está interditada por conta de problemas estruturais.

Segundo a denúncia, a batida aconteceu na madrugada de 1º de julho de 2025 e resultou na morte do motorista Waldomiro de Oliveira Silva, após o carro que ele conduzia cair no rio. Outro motorista também foi atingido pelos caminhões, mas sobreviveu.

De acordo com a investigação do Ministério Público de Minas Gerais, os dois caminhoneiros trafegavam em comboio e assumiram o risco de provocar um acidente fatal. Eles teriam entrado na ponte ao mesmo tempo, em alta velocidade, realizando uma ultrapassagem indevida e bloqueando a passagem de veículos que vinham no sentido contrário.

A manobra, ainda segundo a denúncia, provocou uma colisão frontal que lançou um Fiat Uno no Rio Grande. O motorista do carro morreu após o veículo cair na água.

Vereador e empresários denunciados

Além dos caminhoneiros, um vereador de Conceição das Alagoas e dois empresários também foram denunciados por fraude processual.

De acordo com o Ministério Público, 12 dias após o acidente, os três foram até o local e retiraram o Fiat Uno que estava submerso no leito do Rio Grande. A remoção teria sido feita sem autorização dos proprietários do veículo ou de órgãos responsáveis pela investigação.

Para os promotores, a retirada do carro alterou o estado do local do acidente e comprometeu a realização da perícia técnica, dificultando a reconstrução da dinâmica da colisão.

Possíveis penas

Se a denúncia for aceita pela Justiça, os caminhoneiros poderão ser julgados pelo Tribunal do Júri e, em caso de condenação, podem pegar até 30 anos de prisão.

Já o vereador e os dois empresários, denunciados por fraude processual, podem receber pena de até quatro anos de detenção se forem condenados.