04 de fevereiro de 2026
CUSTO DE VIDA

Cesta básica inicia 2026 com alimento mais barato e queda no Vale

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Arquivo OPR
Ovo foi o produto que mais caiu de preço na cesta avaliada pelo Nupes

O preço da cesta básica caiu 0,15% no Vale do Paraíba em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025, e recuou de R$ 2.843 para R$ R$ 2.839, ficando R$ 4 mais barata, segundo levantamento do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté).

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Essa foi a primeira queda depois de dois meses de alta, em dezembro (0,23%) e novembro (0,02%), antecedidos por sete meses de redução.

A cesta básica pesquisada pelo Nupes tem 44 produtos, sendo 32 de alimentação, sete de limpeza e cinco de higiene pessoal. O levantamento de preços é feito semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.

O balanço dos últimos 12 meses mostra queda 0,08% no valor da cesta básica, o que representa um desconto de R$ 2,30 me janeiro deste ano na comparação com o valor da cesta de janeiro de 2025.

“Queda nos preços resulta de uma combinação de fatores, como a continuidade da boa oferta de produtos agropecuários e a concorrência acirrada no setor de supermercados, nas principais cidades do Vale do Paraíba”, informou o Nupes.

Cidades

O valor da cesta variou nas cidades do Vale em janeiro, com a maior redução em São José dos Campos, com queda de 0,38% -- R$ 2.819 para R$ 2.809. Taubaté registrou uma diminuição no preço de 0,25% -- R$ 2.784 para R$ 2.778.

Na contramão, a cesta em Campos do Jordão subiu 0,26% em janeiro, passando de R$ 2.961 para R$ 2.968. Em Caçapava, a queda no preço foi de 0,23% -- R$ 2.808 para R$ 2.802.

Produtos

Entre os produtos que compõe a cesta básica, os que tiveram maior redução no preço em janeiro foram: ovo (-7,13%), mamão formosa (-6,61%) e farinha de mandioca (-6,24%).

Por outro lado, ficaram mais caros o tomate (+14,78%), alface (+10,25%) e batata inglesa (+9,98%).

“A alta no preço do tomate está associada, principalmente, à redução da oferta causada por condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras. Períodos de chuvas excessivas verificados em janeiro, assim como o calor intenso, comprometem a produtividade e a qualidade do fruto, elevando as perdas no campo. Com a normalização do clima e a entrada de novas áreas em produção, a tendência é de acomodação dos preços nos próximos meses”, explicou o Nupes.