10 de julho de 2026
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Policial que matou tesoureiro do PT irá cumprir prisão domiciliar

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 1 min
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O policial penal Jorge Guaranho, acusado de matar Marcelo Arruda, tesureiro do PT, foi autorizado a deixar a Penitenciária Estadual de Foz 2 e cumprir a prisão domiciliar em casa, após receber alta hospitalar, na quinta-feira (10).

O crime aconteceu no dia 9 de julho, em Foz do Iguaçu-PR. Marcelo Arruda foi assassinado a tiros enquanto comemorava o próprio aniversário, que tinha como tema o PT. O acusado é apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e não era convidado da festa.

Jorge Guaranho ficou um mês internado, porque Marcelo revidou os disparos e o acertou, segundo as investigações. Na noite de quinta-feira, o policial deixou o Hospital Costa Cavalcanti escoltado por carros do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen).

A Justiça determinou que Guaranho permaneça em prisão domiciliar por ter considerado a falta de estrutura apontada pelo sistema penal para abrigar o acusado. Com isso, após deixar o hospital, Guaranho foi para a Penitenciária Estadual de Foz 2 e, posteriormente, para casa com tornozeleira eletrônica.

Guaranho ainda não foi ouvido no processo. Os promotores esperavam ele receber alta para ouvir a versão do policial sobre o caso. Porém, a defesa do policial penal afirma que ele perdeu a memória por causa de agressões recebidas logo depois de atirar em Arruda. Segundo o advogado Luciano Santoro, Guaranho não se lembra de nada do que aconteceu na noite do crime.

O advogado diz que Guaranho levou 24 chutes no rosto e outros no tórax e na perna baleada, em um total de cinco minutos e 35 segundos de agressões. De acordo com Santoro, essas outras imagens estão no processo, mas não foram tornadas públicas.

As agressões ao policial são investigadas em outro inquérito. Os autores já foram identificados e ouvidos.

*Por g1