Dados do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo), apontam um aumento de 13% nas infrações por presença de álcool no sangue, flagradas durante as blitzes da ODSI (Operação Direção Segura Integrada) em maio, em relação ao mês anterior. Foram 585 autuações aplicadas em maio, contra 515 em abril. No total, 10 mil veículos em 29 municípios paulistas foram fiscalizados em maio por meio das ações da operação.
Birigui e Andradina, cidades da região administrativa de Araçatuba, representam 11,31% das fiscalizações efetuadas durante a operação. Segundo dados do Detran- SP, dos 10 mil veículos, 316 correspondem a Birigui, sendo 8 autuações por recusas em soprar o bafômetro. Infração por alcoolemia e embriaguez ao volante não houve.
Já em Andradina, o número de veículos fiscalizados foi quase o triplo, totalizando 815. Deste número, 18 resultaram em autuações por recusas para soprar o bafômetro. Demais infrações também não houveram.
Os demais municípios foram que receberam a operação foram São José do Rio Preto, Itapeva, Itapevi, São Paulo, Sertãozinho, Sorocaba, Pindamonhangaba, Marília, Santos, Presidente Prudente, Valinhos, Orlândia, Santa Fé do Sul, Avaré, São Bernardo do Campo, São Carlos, Mirassol, São Roque, Taubaté, Jundiaí, Bebedouro, Santana de Parnaíba, Monte Alto, Suzano, Jaguariúna, Assis e Guarujá. As ações da ODSI visam a prevenção e redução de acidentes e mortes no trânsito causados pelo consumo de álcool combinado com direção.
CASOS
Do total de 585 autuações, 478 foram registradas para motoristas que se recusaram a fazer o teste do etilômetro (bafômetro), 89 para condutores flagrados dirigindo sob influência de álcool, e 18 por embriaguez ao volante, sendo assim os que apresentaram mais de 0,34% miligramas de álcool por litro de ar expelido. De acordo com os artigos 165 e 165-A do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), tanto dirigir sob a influência de álcool quanto recusar-se a soprar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas.
Nas duas primeiras situações, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e os motoristas responderão a processo de suspensão da carteira de habilitação. No caso de reincidência no período de 12 meses, a pena será aplicada em dobro, ou seja, R$ 5.869,40, além da cassação da CNH. Já nas ocorrências de embriaguez ao volante, os condutores responderão na Justiça por crime de trânsito.
Se condenados, poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”. "É muito importante que os condutores sejam conscientes e nunca dirijam após beber. Álcool e direção é uma combinação que definitivamente não dá certo. Respeitar a legislação de trânsito é uma questão de cidadania", alerta Neto Mascellani, diretor presidente do Detran.SP.