11 de julho de 2026
Polícia

Mãe e padrasto de Mirella são indiciados por homicídio triplamente qualificado

Por Da Redação |
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CASO MIRELLA. No dia 14 de fevereiro, a bebê, de um ano e três meses, chegou ao Pronto-socorro de Penápolis com rigidez cadavérica. Crédito da foto: Arquivo pessoal

Casal, que estava preso temporariamente desde fevereiro, foi ouvido novamente pela polícia

Foram indiciados, na última quinta-feira (14), a mãe e o padrasto da bebê Mirella, de um ano e três meses, que foi levada morta ao pronto-socorro de Penápolis-SP, por homicídio triplamente qualificado. O homem também foi indiciado por porte ilegal de munição, que foi encontrada na casa no dia do crime.

A delegada Thaisa da Silva Borges, da Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Penápolis, contou ao g1 que os laudos e as marcas no corpo da criança indicam que ela levou pancadas.
O laudo definitivo da Polícia Científica de São Paulo-SP apontou que Mirella não sofreu abuso sexual, mas que a causa da morte não pode ter sido natural. O casal, que estava preso temporariamente desde fevereiro, foi ouvido novamente pela delegada.

"A causa mortis foi ratificada, houve a dilaceração do fígado e acrescentando o politraumatismo craniano, além do trauma abdominal, como foi falado anteriormente", diz a delegada.
"Eles praticamente confirmaram a versão apresentada em um primeiro momento e, quando questionados a respeito, principalmente para a mãe da criança se ela concordava com o que estava descrito no laudo, ela até começou a apresentar certa desconfiança em relação à real inocência do companheiro dela. Foi a única coisa de diferente até então. No mais, eles confirmaram as versões apresentadas anteriormente".

A versão do casal de que Mirella teria caído foi questionada durante as investigações. Portanto, foi solicitado um laudo do Instituto de Física em São Paulo para saber se o peso da criança seria suficiente para ocasionar o tombamento do cercadinho onde ela ficava.

"Eles utilizaram um peso de 12 quilos aproximadamente e verificaram que, sim, o cercadinho poderia ter sido tombado. Ocorre que o peso da criança era de nove quilos e pouquinho. Então, entre nove e 12 quilos, o cercadinho poderia ter sido tombado. Só que não especificaram diretamente se a tese levantada pelos investigados pode ou não se dizer concretizada. Esse laudo com certeza vai ser usado pela acusação para poder rebater as alegações por eles formuladas", afirmou a delegada.
A responsável pelas investigações também informou que foi utilizado o luminol, material que verifica a presença de sangue no local do crime. "A substância reagiu no cercadinho da criança, em alguns lugares do chão do quarto, bem como em um par de chinelos e um par de sandálias. Ao verificar as fotografias que retratam as lesões ocasionadas na vítima que foram enviadas pelo IML, até se levantou a conjetura de que uma das lesões poderia ter sido ocasionada por um chinelo", contou.

*Por G1