11 de julho de 2026
Polícia

Homem é condenado pelo Júri de Araçatuba por crime cometido em 2018

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Divulgação / Ilustrativa

O auxiliar de mecânico Cléber Anderson Machado, de 40 anos, foi condenado a 12 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Araçatuba-SP, por homicídio qualificado, ao matar a tiros o funileiro Olair de Souza Carvalho, 56, crime ocorrido em outubro de 2018.

Cléber terá que cumprir mais 1 ano de prisão pelo crime de coação no curso do processo, por ter ameaçado a filha de Olair por meio de mensagem pelo celular. Cabe recurso da decisão, mas ele não poderá recorrer em liberdade.

O julgamento aconteceu na última quarta-feira (23), no Fórum de Araçatuba e terminou por volta das 20h. A defesa do acusado foi feita pelos advogados Daniel Tereza e Joel de Almeida, que apresentaram as teses de negativa de autoria, pediram a desclassificação para homicídio privilegiado e o afastamento da qualificadora.

Contudo, os jurados acataram a íntegra da denúncia defendida em plenário pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que já adiantou que não recorrerá da sentença, proferida pelo juiz Danilo Brait, que presidiu o Júri.

De acordo com a denúncia Cléber cometeu o crime porque Olair teria agredido seu filho, Nathan Felipe Bernardes Machado, que também foi morto a tiros em fevereiro de 2021, quando tinha 19 anos. Ele e sua namorada eram amigos da neta da vítima e acabaram se desentendendo. No dia 9 de outubro de 2018, mesmo dia do assassinato, Nathan, a namorada e a irmã dele foram à casa do funileiro e agrediram a filha dele e outro casal que estava na residência.

Ao tomar conhecimento das agressões, a mãe da jovem agredida foi atrás dos agressores e revidou. O pai dela, avô da jovem agredida, também ficou sabendo e teria agredido a namorada de Nathan. Ela então contou a seu sogro que havia apanhado, e por isso o sogro dela teria decido matar o funileiro.

Cléber então se armou com revólver calibre 32 e saiu conduzindo um carro modelo GM Astra, tendo Nathan como passageiro. A vítima foi encontrada quando saía de casa, na Rua Antônio dos Santos Ribeiro.

 O auxiliar de mecânico o chamou e, quando o funileiro aproximou-se do carro, levou um tiro na cabeça e outro no peito. A filha da vítima que estava dentro de casa, ouviu os disparos, viu o carro sair em alta velocidade e encontrou o pai ferido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Na denúncia também diz que em 25 de janeiro de 2019 o réu mandou mensagem pelo WhatsApp para a filha da vítima, com ameaça de morte, na tentativa de intimidá-la para forçá-la a alterar o depoimento. O acusado preso em agosto de 2020, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, e denunciado por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A filha de Carvalho é considerada foragida da Justiça, pois teve a prisão decretada, acusada de ter contratado matadores para executar Nathan e vingar a morte do pai dela.