A Polícia Civil de Birigui deve instaurar inquérito para apurar denúncia de estupro que teria sido praticado por um jovem de 22 anos, contra a namorada dele, uma advogada de 24 anos, residente em Araçatuba.
O caso teria ocorrido em 22 de janeiro e denunciado à polícia por ela no dia 31. Até a tarde de ontem o boletim de ocorrência feito em Araçatuba não havia chegado nas mãos do delegado da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Birigui, responsável pela investigação.
A advogada disse à polícia que namorou com o investigado por 1 ano e 1 mês. De acordo com ela, na sexta-feira (21 de janeiro) os dois foram a um bar em Birigui, onde permaneceram das 21h até por volta de 1h do dia seguinte, ingerindo bebida alcoólica.
Eles deixaram o local com destino à casa dele, sendo que o jovem teria dirigido o carro, pois a advogada disse que estava muito alterada e sem condições de dirigir. Chegando na casa dele, ele a pegou no colo, a colocou na cama dele, de solteiro e foi arrumar um colchão de casal.
ESTUPRO
A vítima disse à polícia que acabou dormindo e, ao acordar, no dia seguinte, percebeu que estava com os punhos vermelhos. De acordo com ela, ao questioná-lo sobre o que havia ocorrido, ele pediu que olhasse o celular, no qual encontrou vídeos dela com as mãos amarradas com o cinto dele, que praticou ato sexual sem o consentimento dela, que estaria desacordada.
Ainda segundo a advogada, os vídeos feitos pelo celular dela teriam sido enviados para o celular dele via bluetooth. Além disso, ele teria dito que transferiu as gravações para "a nuvem" e para uma pasta segura no celular dele, sem autorização dela, recusando apagálas.
AMEAÇAS
De acordo com a vítima, em data posterior ao crime ela telefonou para o namorado, mas a mãe dele teria tomado o celular da mão dele. Em seguida, a mulher teria ligado para a mãe dela, perguntando quanto ela queria para esquecer o ocorrido.
A mulher teria chamado a advogada de "surtada e dissimulada" e dito que ela precisava de tratamento psiquiátrico. O namorado dela também teria telefonado para a vítima, fazendo ameaças, dizendo que se ela procurasse a polícia iria se arrepender, pois teria consentido com a relação sexual.
A vítima entregou à polícia cópias dos vídeos feitos com o celular dela para auxiliar nas investigações. Ela foi informada que poderá requerer as medidas protetivas de urgência, que deverá requerer oportunamente, se necessário.