O roteiro já está definido e será seguido à risca como há dois anos, quando o Flamengo foi campeão da Libertadores. Para não ser surpreendido pelo sono da madrugada do dia 27, o relógio já está programado.
Canal da TV previamente selecionado e ainda o isolamento como aliado completam o esquema armado por Zico para ver o jogo. "Como em 2019, estou aqui no Japão para ver o Flamengo numa final de Libertadores. A partida vai ser às 5h da manhã e tenho tudo ajustado. Durmo mais cedo, coloco o relógio para despertar e assisto à decisão. Da mesma maneira como foi contra o River Plate".
Em entrevista à reportagem do Estadão, o Galinho de Quintino disse que mais uma vez vai estar longe da família num momento tão importante para o Flamengo. "Olha, na minha casa, os meus filhos devem reunir os amigos para ver a partida contra o Palmeiras. Vai ser um jogão. Mas você sabe que, em jogos assim, importantes, eu prefiro ver sozinho mesmo."
Mesmo atuando como diretor esportivo do Kashima Antlers, no Japão, o ex-jogador está sempre atento ao time do coração. Longe de fazer o estilo fanático, ele gosta de ver a partida com olhos de estrategista. Em sua análise são observados o desempenho das equipes e o papel tático dos jogadores. Na entrevista, nenhum time foi apontado como favorito. E numa decisão que reúne os dois últimos campeões da América do Sul, o ex-flamenguista colocou Flamengo e Palmeiras na mesma prateleira.
"São duas equipes experientes e têm elencos acostumados a decidir títulos. Vai ser um jogo de muita tensão, muita concentração e vai ser um duelo onde ninguém pode vacilar", afirmou Zico, que foi protagonista da primeira Libertadores do Flamengo em 1981.