10 de julho de 2026
Polícia

Justiça decide manter a prisão de casal suspeito de participar do assalto aos bancos

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
FACÇÃO Tuca é apontado como um dos “cabeças” da facção criminosa do PCC. A prisão foi em decorrência de uma ação conjunta da Polícia Federal e da Senad. Foto: Divulgação

Os dois são suspeitos de participar do mega-assalto. A prisão foi em decorrência de uma ação conjunta da Polícia Federal e da Senad

A Justiça de Ponta Porã (MS) vai manter a prisão do casal Anderson Meneses de Paula, conhecido como “Tuca”, e Francisca Kelly, que foram presos no domingo (4) durante uma ação da Polícia Federal.

Os dois também são suspeitos de participar do mega-assalto aos bancos de Araçatuba, ocorrido no dia 30 de agosto. A prisão foi em decorrência de uma ação conjunta da Polícia Federal e da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai. Tuca é também apontado como um dos “cabeças” da facção criminosa do PCC.

 A ação foi cumprida por policiais federais de várias partes do estado, do grupo de Elite e o COT (Comando de Operações Táticas). O objetivo era enfraquecer um dos braços do PCC. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão no Brasil e três no Paraguai.

Durante a audiência de custódia, eles afirmaram que estavam na cidade de Ponta Porã porque a mulher iria fazer uma cirurgia plástica de lipoaspiração, que seria mais barato lá. Contudo, eles entraram em contradição sobre o carro usado por Anderson. Ela disse que o veículo era financiado e que ele teria alugado na agência pertencente a um conhecido.

Questionada pelo procurador sobre o apelido do marido, Francisca fez silêncio. Já Anderson não resistiu em responder ser chamado de “Tuca” e, inclusive, admitiu que já foi preso. O casal não tem nenhuma renda fixa. Contaram que estariam vivendo de economias, ela com uma loja online de roupas e ele em pintura de obras.

A defesa pediu concessão de liberdade, alegando que eles têm endereço fixo, mas o magistrado não aceitou. O judiciário solicitou vaga no presídio federal de Campo Grande para Anderson e no sistema estadual para Francisca, além da escola pelo COT. Os dois tiveram prisão temporária decretada como parte da investigação da PF. O juiz citou que eles foram pegos numa casa que era uma espécie de QG do PCC em Ponta Porã. Os donos da casa e mais duas pessoas foram presas.