O técnico Tite deve manter o time que enfrentaria a Argentina no jogo que foi suspenso pela Anvisa, no domingo
Brasil e Peru se enfrentam hoje na Arena Pernambuco, às 21h30, em duelo que é válido pela 10ª rodada das Eliminatórias. Se pelo lado da seleção brasileira, o time comandado pelo técnico Tite busca sua oitava vitória consecutiva na competição, e com isso, praticamente garantir a vaga na Copa, pelo lado da seleção peruana, os comandados do técnico Ricardo Gareca chegam em momento de instabilidade, e buscam sua segunda vitória seguida para se aproximar da zona de classificação.
Para a partida, a seleção brasileira deve ir a campo com o mesmo time que foi montado para o duelo com a Argentina, que foi interrompido. Lucas Veríssimo ganha a titularidade no setor de defesa. Para a partida, a seleção peruana deve ir a campo com a mesma escalação que atuou diante da Venezuela na última rodada, na vitória de 1 a 0. Guerrero pode ser a novidade no time titular.
VOLTA À TERRA
Gerações distintas, mas muito em comum. Paraibanos, Matheus Cunha e Hulk saíram cedo de "casa", fizeram sucesso fora do país e agora retornam ao Nordeste, desta vez com a camisa da Seleção Brasileira. A dupla encara o Peru.
Batizado em homenagem ao técnico pernambucano Givanildo Oliveira, Hulk (Givanildo Vieira de Souza) é natural de Campina Grande, mas jamais atuou profissionalmente em clubes de sua terra natal.
Na base, porém, passou pelo Serrano-PB, clube que indiretamente salvou da extinção. Entre 99 e 2000, Hulk foi atleta do "Lobo da Serra". Não se profissionalizou lá, mas suas transferências internacionais evitaram que a equipe fechasse as portas.
Em 2012, quando o atacante foi do Porto-POR ao Zenit-RUS por R$ 153 milhões, a equipe paraibana teve direito a receber R$ 475 mil, devido ao sistema de solidariedade da Fifa, que destina uma parte da verba de transferências aos clubes formadores do atleta.
Matheus Cunha, de 22 anos, também é paraibano, mas da capital João Pessoa. O atacante, medalhista de ouro nas últimas Olimpíadas, nunca atuou profissionalmente em clubes do Nordeste (ou do Brasil). Quando garoto, foi atleta de uma equipe de base do Recife, o CT Barão.