ANIVERSÁRIO Uma homenagem a esta voz que é um ícone da comunidade negra e do empoderamento feminino
Hoje é aniversário de uma das maiores divas do pop internacional: Beyoncé Giselle Knowles-Carter. A Queen B completa 40 anos de muita classe, talento, beleza, carisma, sucesso, prêmios e empoderamento.
Por isso, hoje a Folha da Região homenageia esta artista completa e de uma potência vocal espetacular.
O COMEÇO
Beyoncé nasceu em Houston, no Texas. Era muito nova quando já fazia aulas de dança, e foi o seu professor que percebeu o dom da sua voz.
Com sete anos ela participou e venceu seu primeiro show de talentos cantando “Imagine” do John Lennon. Depois entrou para o coral da escola e da igreja. Com nove anos fez uma audição para um grupo feminino, o Girls Tyme, formado por sete garotas.
DESTINY’S CHILD
Com o grupo formado, em 1995 o pai de Beyoncé, Matthew Knowles, largou o emprego para gerenciar a carreira das meninas. O grupo também mudou o nome para Destiny’s Child, por base em uma passagem do livro de Isaías, na Bíblia.
Em 1997, assinaram contrato com a Columbia Records e um ano mais tarde lançaram a primeira música “No, No, No”, que alcançou a terceira posição na Billboard Hot 100. No ano seguinte, gravaram a música “Killing Time” para a trilha sonora do filme “Men in Black”.
O primeiro álbum em estúdio levou o nome do grupo e vendeu mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos. O sucesso estava em ascensão.
No Grammy Awards (maior premiação da música) de 2001 a Beyoncé anunciou que duas garotas, LaTavia e LeToya, não eram mais do grupo. O clipe de “Say my Name” mostra duas novas integrantes, Michelle Williams e Farrah Franklin.
A saída das duas gerou um processo judicial contra Matthew. Elas alegaram ter descoberto sua demissão somente depois de ver o videoclipe. O processo foi arquivado e resolvido fora dos tribunais. Cinco meses depois Farrah foi demitida.
Em 2006, Beyoncé admitiu que sofreu depressão naquele período, por causa de toda a briga. E que, inclusive, terminou um namoro de sete anos.
O grupo gravou várias músicas que ficaram no top 100 da Billboard. Concorreram em duas categorias no Grammy Awards de 2002 e venceram uma.
Em seguida, o grupo deu uma pausa para as garotas realizarem projetos individuais.
CARREIRA SOLO
Em 1999, Beyoncé já tinha feito seu primeiro trabalho solo, um dueto com Marc Nelson, chamado “After All Is Said and Done”, para a trilha sonoa do filme “The Best Man”. Mas foi em 2000 que ela assinou o contrato de carreira solo com a Columbia Records, com um acordo de três álbuns e um adiantamento de 1,5 milhão de dólares.
Em 2002, a cantora conheceu o rapper Jay-Z, com quem depois se casou e teve três filhos.
Seu álbum de estreia foi “Danderously in love”, lançado em 2003. Foram mais de 4,7 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, sendo 317 mil só na semana de lançamento. Também ganhou quatro certificados de disco de platina.
Deste álbum, dois singles ficaram em primeiro lugar na Billboard Hot 100: “Crazy in Love”, que permaneceu por oito semanas consecutivas e até hoje é uma de suas músicas mais conhecidas, e “Baby Boy”, que ficou por nove semanas.
Em 2004, Beyoncé ganhou em cinco categorias do Grammy Awards.
O segundo álbum, “B’day”, vendeu mais de 541 mil cópias na primeira semana, tornando-se a maior marca de vendas de um artista solo e lhe rendendo três vezes disco de platina. Este álbum abordou bastante o empoderamento feminino, inspirado por seu papel no filme “Dreamgirls”.
A cantora cresceu mais ainda na mídia com o seu terceiro álbum “I am... Sasha Fierce”, com dois singles que eternizaram, “If I Were a Boy” e “Single Ladies”.
2009 foi um ano marcante na carreira de Beyoncé. Ela venceu em três categorias do VMA (Video Music Awards), Melhor Clipe do Ano, Melhor Coreografia e Melhor Edição, por “Single Ladies”. Em janeiro ela cantou na cerimônia de posse do presidente Barack Obama. Em outubro a Billboard a elegeu como mulher do ano. E a NME elegeu “Single Ladies” como melhor música da década. Em dezembro já estava em segundo lugar na lista de maiores nomes do entretenimento.
Em 2010 ela ainda se tornou a artista que mais venceu Grammys e a mulher a ter mais prêmios em uma única edição.
Em 2011 a “Forbes” colocou Beyoncé em oitavo lugar na lista das “celebridades mais bem pagas com menos de 30 anos”, por ganhar 35 milhões de dólares entre maio de 2010 e de 2011.
Em 2011 também lançou o álbum “4” e se tornou a segunda artista feminina e a terceira na classificação geral com quatro álbuns em primeiro lugar na Billboard 200.
Em maio de 2012, a revista “Forbes” colocou Beyoncé no 16º lugar na lista das "100 Celebridades" [mais bem pagas], tendo cerca de $40 milhões no ano anterior pelo seu álbum “4”, linha de roupas e contratos publicitários. E junto com Jay-Z na lista de “Casais de celebridades mais bem pagos do mundo” por arrecadarem cerca de R$ 78 milhões em 2011.
Em fevereiro de 2010, a RIAA listou a Beyonce como a artista que mais recebeu certificações na década. No mesmo ano a VH1 a colocou no número 5 na lista dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos
Em 2011 durante a premiação do Billboard Music Awards, recebeu o prêmio Billboard Millennium Award. No mesmo ano a Forbes listou as mulheres afro-americanas mais poderosas dos Estados Unidos e colocou Beyoncé em primeiro.
Em 2012 a VH1 a colocou em terceiro na lista das 100 Grandes Mulheres na Música ficando atrás apenas de Madonna e Mariah Carey.
Em 2016 foi lançado o álbum “Lemonade” e o videoclipe de “Formation”. Na música ela faz duras críticas ao tratamento dos policias com os negros nos Estados Unidos. A primeira apresentação da música foi no show de intervalo do “NFL Super Bowl”, a maior competição de futebol americano.
O álbum fez Beyoncé ser a primeira artista a ter seis álbuns no topo da tabela da Billboard e todas as 12 músicas entraram no Hot 100. E com oito vitórias no VMA se tornou a artista a vencer mais vezes na premiação, com 24 no total.
Em abril de 2018, Beyoncé fez o primeiro dos dois finais de semana como atração principal do Coachella Music Festival. Sua performance contou com a participação de 125 mil pessoas. O desempenhou tornou-se o mais twittado do fim de semana, bem como o desempenho ao vivo do festival mais assistido no YouTube. O show homenageou a cultura negra
CINEMA
Queen B também fez trabalhos como atriz. Em 2001, atuou em “Carmen: A Hip Hopera”; em 2002, co-estrelou “Austin Powers in Goldmember”, onde colaborou com a trilha, pela música “Work it out”.
Já em 2003, a artista fez a comédia romântica “The Fighting Temptations”, da qual gravou várias músicas para a trilha sonora.
Em 2006, co-estrelou “A Pantera Cor-de-rosa”, e gravou “Check on it” para a trilha sonora. Música que ficou em primeiro lugar também da lista da Billboard Hot 100.
No mesmo ano ela estrelou “Dreamgirls” que lhe rendeu duas indicações ao Globo de Ouro. Em 2008 foi a vez dos filmes “Cadillac Records” e “Obsessed”. Em novembro de 2017 foi confirmada como “Nala” do filme “O Rei Leão”, do qual ela gravou uma trilha paralela, que exalta a cultura africana e a população negra.
HOUSE OF DERÉON
Em 2005, Beyoncé e sua mãe, Tina Knowles, criaram uma linha de roupas femininas chamada “House of Deréon”, em homenagem a sua avó, Agnéz Deréon. De acordo com Tina, todas as roupas da marca mostram o estilo e o gosto da família Knowles.
A linha de roupas, que também vende acessórios e calçados, está disponível em varejos e lojas especializadas em todo o mundo.
TRABALHO SOCIAL
Beyoncé e a sua família, junto com a cantora Kelly Rowland, criaram a “Survivor Foundation”, que é uma instituição de caridade que visa à criação de alojamentos provisórios para as vítimas do Furacão Katrina, evacuado as vítimas em Houston no Texas. Beyoncé também doou 100 mil dólares para o “Gulf Coast Ike Relief Fund”, que beneficia as vítimas do Furacão Ike, na área de Houston.Ela organizou uma angariação de fundos para aumentar as doações para beneficiar as vítimas.
Beyoncé também criou unidades de coletas de alimentos em várias cidades dos Estados Unidos para ajudar pessoas necessitadas.
Todo o dinheiro que ganhou no filme “Cadillac Records” foi doado. Participou de um show beneficente para ajudar o Haiti. Participou de uma campanha, junto com Michelle Obama, para combater a obesidade infantil.
Defendeu publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, falou contra a lei que discriminava os LGBTs em locais públicos e condenou a brutalidade policiais contra negros americanos.
Em fevereiro de 2017, Beyoncé falou contra a retirada de proteções para estudantes transexuais em escolas públicas pela administração presidencial de Donald Trump, expressou seu apoio aos jovens transgênero e se juntou a uma lista de celebridades que se pronunciaram contra a decisão de Trump.
*Maryla Buzati, estudante de Jornalismo e estagiária da Folha da Região