11 de julho de 2026
Polícia

Homem preso em Campinas admitiu fazer parte da quadrilha de mega-assalto

Por Redação |
| Tempo de leitura: 4 min
ASSALTANTE Um dos criminosos que teve o braço ferido foi localizado em uma casa alugada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) com mais dois suspeitos. Foto: Divulgação

A polícia tem forte suspeita que o assalto foi organizado por uma facção criminosa com unidade em Campinas, após prender dois assaltantes

O homem preso em Campinas por suspeita de integrar a quadrilha que realizou o mega-assalto em Araçatuba admitiu sua participação no ataque. A confirmação de sua confissão foi feita pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) nesta terça-feira (31). Ele foi detido ainda em flagrante.

Encontrado na segunda-feira (30) por policiais da 2ª Delegacia Patrimônio após a equipe conseguir informações sobre a identificação de um dos autores, estava sem armas e sem dinheiro. O criminoso foi encaminhado para a delegacia da Polícia Federal em Araçatuba, que é responsável pelas investigações. O local da prisão e a idade do sujeito não foram informados.

Este homem foi o quinto detido desde o início das apurações da polícia. Outros dois foram presos em Piracicaba na terça-feira. Ambos foram baleados, um no braço e outro está em estado grave e internado na Santa Casa de Piracicaba sob escolta policial.

O ferido no braço foi localizado em uma casa alugada pelo PCC com dois suspeitos de integrarem a facção. Ele admitiu que vários dos criminosos foragidos ainda estão feridos. Na segundafeira (30) um casal foi detido e admitiu atuar como olheiro dos bandidos.

A polícia tem forte suspeita que o assalto foi organizado por uma facção criminosa com unidade em Campinas, pois um dos criminosos que foi morto durante a tentativa de fuga e os outros que foram presos são da região.

SUSPEITO MORTO

 Um homem de 47 anos foi encontrado morto em Sumaré, na Rua Maria de Loudes Radaelli, bairro Jardim Bela Vista, na madrugada de ontem (1º) e está sendo investigado como suposto participante do assalto. Os Policiais Militares receberam uma ligação anônima e foram ao local averiguar a informação. Eles preservaram o local e acionaram a Polícia Civil.

Segundo testemunhas, o cadáver foi jogado de um carro e o homem vestia colete a prova de balas e estava com uma munição de fuzil 223 Remington e R$ 800,00 em dinheiro no bolso. As cédulas estavam manchadas com tinta e sangue. A perícia constatou que o sujeito tinha um ferimento de arma de fogo na perna direita e esquerda, apresentando fratura no fêmur.

O homem também estava com um bilhete com um número de telefone e a descrição “irmã”. Os policiais telefonaram para o número e a irmã do investigado esteve no local e o reconheceu. Ela contou que ele estava fora de casa havia três dias e teria envolvimento com a quadrilha. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.

CARROS DESTRUÍDOS

 Uma mulher de 24 anos, moradora do bairro dona Amélia, procurou a notícia na tarde de terça-feira (31) para comunicar que seu carro, um GM Astra, foi um dos veículos incendiados na noite do mega-assalto.

Ela contou que o veículo estava estacionado na Rua Tiradentes, próximo à lanchonete que ela trabalha. Além dela, havia outros funcionários e clientes no estabelecimento. Um dos clientes, um autônomo de 46 anos, era dono do Hyndai HB20 que estava estacionado na mesma rua. Seu carro também foi queimado.

Quando começou o barulho de tiros todos correram para dentro do local e fecharam a porta de ferro do prédio. As pessoas permaneceram abaixadas por mais de duas horas, tempo que durou toda a ação. A funcionária disse que ao sair do local encontrou o carro dela em chamas. Ela não possui seguro.

O autônomo contou que durante a fuga os bandidos dispararam vários tiros contra a lanchonete, atingindo o balcão, a cozinha e uma parede. Ele revelou que um dos estilhaços bateu no pescoço dele, causando ferimentos, por isso passaria por exame de corpo de delito.

Um operador de máquinas de 26 anos, residente do bairro Paraíso, e dono de um GM Corsa Classic, trafegava pela Rua Luís Pereira Barreto e no cruzamento com a rua Tiradentes o carro foi atingido por vários disparos de arma de fogo, que atingiram o pneu traseiro e o tanque de combustível.

Segundo ele, uma pessoa a pé apareceu ao lado do carro e ele pensou que fosse um policial. A pessoa então, começou o disparo no chão na frente do veículo. O operador conseguiu fugir, mas alguns quarteirões depois abandonou o carro.

Uma estudante de 26 anos, moradora de um edifício na rua Tiradentes e dona de um Ford Ká, disse que o carro estava na frente do prédio e foi alvejado por três disparos de arma de fogo no para-choque dianteiro.