DESVIO DE VERBA Foram apreendidos 6 carros de luxo, dólares, joias, relógios e R$ 11 mil em dinheiro
Sete pessoas foram presas ontem (3) pela Polícia Civil durante a realização da quarta fase da “Operação Raio-X”, que também resultou na apreensão de seis carros de luxo, dólares, joias e relógios nas cidades de São Paulo, Salto, Agudos e Curitiba (PR).
A operação apura desvios de verbas da saúde pública por uma organização criminosa que tem um médico de Birigui apontado como líder do esquema, o qual encontrase preso.
A operação foi desencadeada pela Deic/Deinter 10 destinada ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados com investigação realizada pelo Ministério Público de Carapicuiba, que compartilhou as informações dos processos da Operação Raio – X.
Participaram da Atuação de Campo policiais civis do Seccold (Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro) /Deic/Deinter 10, da DEIC/ DEINTER 4, da DEIC/DEINTER 7, do DOPE e da Polícia Civil do Paraná. No total foram 30 policiais que utilizaram 8 viaturas.
As ações para cumprimento de 4 mandados de busca e apreensão e de prisão resultaram na prisão de 6 homens e uma mulher, apreensão de 6 carros de luxo, 13 relógios, três bolsas de grife, R$ 11 mil em dinheiro, US$ 170, 7 celulares, um HD externo e 9 passaportes.
OPERAÇÃO
A “Operação Raio-X” foi deflagrada em 29 de setembro do ano passado, na região de Araçatuba, para desmantelar um grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão entre municípios e Organizações Sociais.
De acordo com o Ministério Público, o grupo teria cometido os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa e falsidade ideológica. Na ocasião, pelo menos 50 pessoas foram presas.
A investigação, que conta com Inquéritos Policiais instaurados junto às comarcas de Penápolis e Birigui, teve a duração de aproximadamente 2 anos, período este em que foi desvendado um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e o desvio de milhões de reais em prejuízo da saúde.
Conforme o MP, a organização era liderada por um médico de Birigui, que por meio de suas organizações sociais celebrou contratos de gestão mediante licitações fraudulentas.