09 de julho de 2026
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Com aumento de casos, governo adia flexibilização prevista para 1º de junho

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
NA CAPITAL Secretária Patrícia Ellen, ontem, no anúncio das novas medidas do Plano SP de Enfrentamento ao Coronavírus. Foto: Divulgação

Para evitar aglomerações, capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos continua em 40%; a nova medida foi anunciada ontem

O aumento no número de casos de Covid-19 e das internações, assim como o risco da variante indiana, levaram o Governo do Estado de São Paulo a adiar a flexibilização da economia prevista para o dia 1º de junho e a prorrogar a atual fase de transição, que permite atendimento do comércio e serviços até as 21h e ocupação de 40%, até 14 de junho.

A medida foi anunciada ontem (26), em coletiva à imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes. Na semana passada, o governo havia divulgado uma nova etapa da atual fase de transição, com funcionamento dos estabelecimentos até as 22h e 60% de ocupação, mas decidiu recuar em sua decisão após a subida dos indicadores da pandemia nos últimos dias.

Assim como nas outras decisões relacionadas ao enfrentamento da Covid, a Prefeitura de Araçatuba deverá seguir as determinações do governo esadual.

Estabelecimentos comerciais, galerias e shoppings podem funcionar das 6h às 21h. O mesmo expediente é seguido por serviços como restaurantes e similares, salões de beleza, barbearias, academias, clubes e espaços culturais como cinemas e teatros. Para evitar aglomerações, a capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos liberados continua limitada em 40%.

Permanecem liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social.

O toque de recolher continua nas 645 cidades do Estado, das 21h às 5h, assim como a recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.

Testagem

Para um maior controle da pandemia, o governo comprou um milhão de testes rápidos que detectam a doença em 15 minutos e serão distribuídos aos municípios. As Prefeituras deverão assinar um termo de adesão para a testagem e criar estratégias de monitoramento de contatos, além de aplicar medidas mais restritivas quando necessário.

Além disso, o Estado vai realizar dez eventos-piloto, com limitação de público, ambiente controlado e testagem rápida em todos os participantes, a partir de 15 de junho. Serão realizados quatro eventos sociais na capital e no interior, sendo um casamento e um jantar corporativo; uma feira de negócios em Santos; duas feiras criativas em Campinas e no Memorial da América; Latina, e três festas na capital e no interior.

"É bom deixar claro que não é uma retomada, não é uma abertura, são dez eventos controlados para ter monitoramento cientifico. Todas as pessoas que participarem serão testadas e monitoradas por duas semanas, para que possamos, então, ter um planejamento seguro para o segundo semestre, seguro, responsável, baseado na ciência e nos dados", afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patrícia Ellen.

O objetivo deste estudo é ajustar, a partir de situações reais, as regras que possibilitarão a retomada do setor de eventos, um dos setores mais afetados na pandemia do coronavírus e que emprega milhões de brasileiros.

O coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, disse que não é o momento de avançar na flexibilização, como havia sido pensado na semana anterior, por causa do aumento na incidência de casos.