O técnico Fernando Diniz comandou seu primeiro treinamento pelo Santos na tarde de ontem, no CT Rei Pelé, véspera da partida contra o Boca Juniors (ARG), hoje, na Vila Belmiro, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.
Com uma vitória e duas derrotas, o Peixe precisa superar o cansaço para vencer os argentinos e continuar com chance de avançar às oitavas de final da competição continental. Com um início conturbado com derrotas frente ao Barcelona de Guayaquil e ao próprio Boca Juniors. A reação santista começou na terceira rodada, quando recebeu o The Strongest na Vila Belmiro e venceu por 5 a 0.
O Alvinegro derrotou o São Bento por 2 a 0 no último domingo, também na Vila, e pretende manter a base do time - ou até repetir a escalação. Alison, com sobrecarga no joelho esquerdo, e Marinho, com lesão de grau 1 na coxa esquerda, são prováveis desfalques. O capitão tem maior chance de ficar fora.
REFORÇO
O Santos precisa apenas de reforços pontuais, mas que possam ser escalados como titulares. Essa é a opinião do técnico Fernando Diniz, apresentado na manhã desta ontem como novo comandante do time da Vila Belmiro. A contratação de reforços se tornou uma questão urgente depois de o clube correr risco de rebaixamento no Campeonato Paulista Sicredi 2021 e da saída de alguns titulares, como Diego Pituca e Soteldo.
"Não sou de exigir inúmeros jogadores, mas temos de trazer atletas pontuais, com capacidade de vir e ajudar de maneira direta. O elenco me agrada bastante pelos jovens talentosos e também pelos experientes", afirmou o treinador, que não quis falar das posições carentes. "O Santos precisa de poucos e bons reforços. Não precisa de muitos, precisa de qualidade", completou.
Livre da punição da Fifa após a venda de Soteldo ao Toronto FC, a diretoria e o treinador vão discutir nomes do mercado. A tendência é que o clube não faça grandes investimentos e aposte mais em chegadas por empréstimo por uma temporada, com preço fixado.
Diniz afirma que a vitória obtida pelo Santos neste domingo diante do São Bento, que manteve o clube na elite paulista, foi um teste no qual os garotos se saíram bem. "A partida teve muita maturidade. Ganho emocional. Os mais jovens viveram isso pela primeira vez e responderam bem. Precisamos de muito trabalho, tático e emocional, e isso vai levar um certo tempo", afirmou o novo treinador que assinou contrato de um ano (prorrogável por mais um).