Da redação
Um São Paulo que presta contas, que trabalha para acertar a sua vida financeira, mas que ainda não crava um título para chamar de seu nesta temporada mesmo com o brilho das oito vitórias seguidas sob o comando de Hernán Crespo.
Trilhando a política de “humildade e pés no chão”, o presidente Júlio Casares concedeu ontem uma entrevista coletiva virtual para falar sobre os seus cem dias à frente do clube na função de mandatário. E o principal desafio nesse período é harmonizar a tarefa de administrar a dívida herdada que supera a casa dos R$ 500 milhões com a missão de formar um time competitivo.
“Reconhecemos que devemos e vamos dialogar. Escalonamos as prioridades e seguramos os custos. O torcedor quer conquista, mas aqui é humildade e pé no chão. Quero um time forte que esteja sempre em finais, semifinais. Assim, vai aumentar a chance de ser campeão”, afirmou Casares.
Reverter o quadro financeiro é uma questão que prioriza as ações da cúpula são-paulina para fazer o time crescer em todos os sentidos. “O São Paulo precisa de eficiência e velocidade. Assumimos dívidas que precisam ser quitadas a curto prazo. Algumas na Fifa e isso nos preocupa. Nós tivemos que nos ordenar. Olhando a questão do futebol, mas olhando para fora do campo de forma técnica. Começamos a traçar o realinhamento dessa dívida, conversando com os credores. Foi o que nós fizemos. Tiramos a pressão do curtíssimo prazo, escalonamos algumas prioridades, quitamos outras por questão emergencial. Logo no primeiro trimestre, nós reduzimos os custos de nossas despesas em 10%.”
A dívida com Daniel Alves também esteve na pauta da entrevista coletiva. A pendência, estimada na casa dos R$ 9 milhões vem sendo negociada da melhor forma. Casares, no entanto, tratou logo de colocar a presença do jogador no clube como fundamental nessa retomada do Morumbi. Ele disse que está negociando com o jogador.