10 de julho de 2026
Esporte

Procurador-geral diz que paralisação do futebol em São Paulo é imprescindível

Por Redação |
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O procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, voltou a afirmar que o futebol paulista deve ser paralisado durante o agravamento da pandemia da covid-19 que assola o País, com aumento significativo dos casos no Estado. Ele ressaltou nesta terça-feira (9) que a suspensão dos eventos esportivos "torna-se imprescindível" considerando o recrudescimento da pandemia. De acordo com o Ministério Público, a recomendação da paralisação dos eventos presenciais seria apenas enquanto São Paulo passa pela fase vermelha, na qual atividades não essenciais são impossibilitadas na cidade. Uma nova avaliação está marcada para dia 19.

Até lá, o Estado não terá mudança de fase. O governador João Doria e a Federação Paulista de Futebol (FPF) se mostraram contra a paralisação do Campeonato Paulista garantindo que o futebol segue todos os protocolos de segurança e não há a presença de público nos estádios. Não levaram em conta as aglomerações, como ocorreu na decisão da Copa do Brasil por parte de torcedores palmeirenses nem o surto que o Corinthians foi acometido semana passada.

ASSINATURA

Sarrubbo assinou a solicitação a manhã de ontem. De acordo com o procurador-geral de Justiça, se faz necessário a paralisação do futebol considerando o aumento do número diário de pessoas infectadas, de internações e de mortes no Estado de São Paulo. Já foram realizadas três rodadas do Paulistão e, a princípio, os jogos do fim de semana estão mantidos. Infectologistas também dizem que o risco é grande de contaminação entre jogadores e também seus familiares. A Federação Paulista ainda não se pronunciou sobre essa nova "solicitação".

PARADOS

No Brasil, o futebol regional parou em Santa Catarina, Paraná e no Acre. E em alguns outros o Estadual está suspenso parcialmente, como no Ceará, que faz partidas fora da sua base. As federações trabalham sem admitir a possibilidade de parar o futebol, mas elas vão se submeter às determinações dos clubes, como tem sido. Os clubes, por sua vez, seguem a cartilha dos profissionais de saúde do governo.

*Gazeta Esportiva*