09 de julho de 2026
Esporte

Ricardo Ferretti representa o Brasil contra o Bayern

Por Redação |
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Bayern de Munique e Tigres, do México, se enfrentam nesta quinta-feira (11), às 15h (de Brasília), no estádio Cidade da Educação, em partida válida pela final do Mundial de Clubes. Aos 66 anos, onze como técnico do Tigres, o brasileiro Ricardo Ferretti é uma espécie rara pela longevidade no cargo, e a isso soma-se a façanha de eliminar o Palmeiras e levar sua equipe à final do Mundial de Clubes da Fifa, o que atesta que a experiência e a continuidade podem ser um valor no futebol moderno.

Em um mundo onde a permanência de um treinador à frente de um time às vezes depende do resultado de seu próximo jogo, e em que projetos de curto prazo e a impaciência dos dirigentes muitas vezes restringem o trabalho dos treinadores, Ferretti se estabeleceu com uma base sólida no clube de San Nicolás de los Garza, onde se tornou uma instituição local. “Gosto de fazer o que faço. Este esporte é um dos mais bonitos do mundo e me sinto muito grato por pertencer a ele. Me sinto muito grato por estar, desde que comecei como jogador até hoje, há 53 anos fazendo a mesma coisa”, confessou Ferretti, ex-jogador do Botafogo, Vasco, Bonsucesso e de vários clubes do México, em entrevista ao site da Fifa.

O salto de qualidade do Tigres na última década está cimentado em torno do brasileiro, que pode ter como ponto alto a conquista do título do Mundial de Clubes, na quinta-feira, diante do alemão Bayern de Munique. A trajetória de 'Tuca' Ferretti, nascido há 66 anos no Rio de Janeiro e assim apelidado, segundo ele mesmo, por ter sido 'Tuca' a primeira palavra que falou quando criança, reflete um progresso constante. Ferretti venceu o campeonato mexicano cinco vezes, três vezes a Copa dos Campeões e a Copa do México 2014 com o time de Monterrey e a Liga dos Campeões.

*Gazeta Esportiva*