Marcada para às 17h do próximo dia 30, no Maracanã, a final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Santos se tornou um desafio extra para os órgãos de segurança. Mesmo que a cidade do Rio tenha se especializado em organizar grandes eventos e decisões esportivas, a proibição de público no confronto decisivo entre as equipes paulistas gera um desafio extra em meio à pandemia. O temor das autoridades é de que a facilidade de deslocamento de torcedores de São Paulo para o Rio acabe fazendo com que verdadeiras caravanas se dirijam à capital fluminense. Isso porque se tornou comum nos jogos da Libertadores a aglomeração de torcedores do lado de fora dos estádios. Os grupos costumam esperar a chegada do ônibus com a delegação de suas equipes, e ficam no local até o fim dos jogos.
Nos últimos anos, o Maracanã sediou final de Copa do Mundo e final olímpica de futebol, além da decisão de uma Copa Sul-Americana envolvendo Flamengo e Independiente. Todos esses jogos exigiram forte aparato de segurança e ampla área com restrição de acesso ao estádio. Das três partidas, houve tumulto generalizado nos arredores no jogo entre brasileiros e argentinos, em dezembro de 2017. Foi a partir daí que foi criada uma força tarefa envolvendo dezenas de órgãos públicos, tanto municipais quanto estaduais. O grupo inclui áreas de segurança, de justiça, de ordem pública e até mesmo de limpeza urbana.
Uma reunião preliminar para tratar da final do próximo dia 30 foi realizada pela força tarefa na semana passada, e um novo encontro acontecerá na próxima sexta-feira, 22. A proibição de torcedores mesmo nos arredores do estádio, uma exigência em tempos de pandemia, será o tema central. Segundo o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, do Ministério Público do Rio, no primeiro encontro foram discutidas "não só questões relativas à segurança no estádio e seu entorno, mas também a possibilidade de aglomerações em hotéis, caravanas, entre outros". E a definição do confronto entre duas equipes de São Paulo fará com que a próxima reunião trate "das especificidades da logística dos envolvidos". As medidas que serão tomadas não foram anunciadas, mas uma possibilidade é repetir o que foi feito na véspera do último réveillon. Na ocasião, barreiras foram montadas nos acessos à cidade e elas impediram a entrada de vans, ônibus e micro-ônibus fretados.
MULTA
A Conmebol anunciou nesta sexta-feira que o Santos e o técnico Cuca foram multados por problemas ocorridos na partida de volta das semifinais da Copa Libertadores contra o Boca Juniors, na última quarta, no estádio da Vila Belmiro, vencida pelo time brasileiro por 3 a 0. Segundo a notificação divulgada pela entidade em seu site oficial, ambos estão sendo multados por reincidência em problemas antes advertidos. Cuca foi multado em US$ 35 mil (cerca de R$ 183 mil na cotação atual), enquanto que o Santos terá de pagar à Conmebol pouco mais de US$ 10 mil (R$ 52,5 mil).
O valor será retirado, automaticamente, da quantia que ambos receberiam por direitos televisivos e de patrocínios. Segundo a Conmebol, a punição foi causada por reincidência em problemas envolvendo gandulas, reposição de bolas, macas e equipamentos médicos. A multa foi protocolada logo após a partida que classificou o Santos à decisão da Libertadores, que será no próximo dia 30 contra o Palmeiras, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Ainda cabe ao Santos e ao treinador entrar com um recurso, nos próximos cinco dias, para que a punição dada pela Conmebol seja revista.