10 de julho de 2026
Esporte

Superliga chega a 83 casos de covid-19

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Folha Press

A Superliga de vôlei chegou ao final do primeiro turno com dezenas de atletas infectados pelo coronavírus, confrontos adiados e o protocolo estabelecido para mitigar o contágio da doença sob desconfiança de jogadores, técnicos e infectologistas. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) não pretende rever o regulamento da competição e mantém a exigência que os atletas façam exames a cada 15 dias, mas afirma que qualquer time poderá fazer avaliações em um período menor de tempo, se assim quiser. Renato D’Avila, superintendente da CBV, diz que antes do início da temporada a entidade propôs testagem semanal. A maioria dos clubes não concordou e o Sesc RJ/Flamengo chegou a sugerir a cada 10 dias. “O grande problema que enfrentamos é o custo. Como em todas as decisões que envolvem a Superliga, venceu democraticamente a proposta de fazer os testes a cada duas semanas", afirmou D’Avila em entrevista à Folha por email, na última quarta-feira (23). A Superliga masculina teve início no dia 31 de outubro, e a feminina, em 9 de novembro. Desde então, 83 atletas pegaram a doença (55 mulheres e 28 homens) e 30 partidas precisaram ser adiadas –20 delas pela competição feminina– , segundo levantamento da CBV. Os infectados precisam cumprir quarentena por dez dias.

Com o calendário mais curto em razão da pandemia, os times fazem até cinco partidas entre um teste e outro. Para o segundo turno, a partir de janeiro, não estão previstas mudanças. "A questão é financeira. Se houver a vontade da maioria para mudar esse protocolo previamente aprovado, mudaremos", diz o superintendente da CBV. O exame para cada atleta custa ao clube R$ 75. O serviço é tabelado e oferecido por um laboratório parceiro da CBV.

O regulamento do torneio determina que o jogo será adiado se dois levantadores ou quatro atletas em geral receberem o diagnóstico positivo para Covid-19. Entre os que contraíram o vírus, o técnico Rubinho, 51, do Sesi-Bauru, chegou a ficar oito dias em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e precisou de aparelhos de ventilação mecânica para poder respirar. Ele teve alta médica no dia 10 deste mês, tem ido à quadra, mas fica na arquibancada enquanto tenta recuperar o vigor físico para voltar a comandar as atletas do time paulista. “Eu perdi seis quilos e sintome enfraquecido, com muita canseira”, conta o treinador. Ele é um dos que pedem uma revisão dos protocolos da CBV.