Gerson prestou depoimento no caso de injúria racial em que acusa o colombiano Indio Ramírez, do Bahia, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Rio, na manhã desta terça-feira (22).
Segundo o meio-campista do Flamengo, o atleta adversário disse "cala boca, negro", referindo-se a ele durante a vitória do time rubro-negro por 4 a 3, domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Ele foi acompanhado pelo vice geral e jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, pelo advogado Rômulo Holanda, além de seu pai, Marcão, que também é seu empresário. O jogador deixou o local sem conceder entrevista, mas deu uma declaração em vídeo publicada no perfil do Flamengo nas redes sociais.
"Vim falar sobre o ocorrido, mas não vim falar apenas sobre mim. Quero deixar bem claro que falo pela minha filha, que é negra. Pelos meus sobrinhos, que são negros. Meu pai, minha mãe, amigos... por todos os negros no mundo. Hoje tenho status de jogador de futebol e voz ativa para poder falar e dar força às pessoas que sofrem racismo ou outros tipos de preconceito", declarou.