O Corinthians recebe o Santos nesta quarta-feira (6), às 19h, em sua arena, com a necessidade de vencer para ficar mais longe da zona de rebaixamento. Já o time da Vila, mesmo com desfalques importantes como a do atacante Marinho, quer aproveitar a instabilidade do rival para ficar mais perto dos líderes.
Na tarde desta terça-feira (6), a Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, esteve em frente ao CT Joaquim Grava para protestar contra a má fase do time na temporada. Entre gritos e músicas, os xingamentos foram direcionados, inclusive, para ídolos do clube como Fagner e Cássio, um dos mais cobrados.
Cerca de 300 torcedores, aglomerados e muitos sem portar máscaras, estiveram presentes no local, vigiado pela Polícia Militar, que se deslocou em peso para monitorar a manifestação, com unidades dentro e fora do CT corintiano. Além das canções e dos instrumentos musicais, foram colocadas faixas na fachada do centro de treinamento com cobranças e xingamentos.
Como é possível ver pelo conteúdo dos textos das faixas, os ídolos do clube não foram poupados e acabaram colocados no mesmo balaio da diretoria e do presidente Andrés Sanchez, que foi um dos principais alvos dos xingamentos nas músicas entoadas pelos torcedores. Entre as cobranças estiveram o dinheiro de Pedrinho, menos mentiras e o pedido pela saída do presidente.
ENTREVISTA
Capitão do Corinthians, Cássio exerceu a sua liderança e concedeu uma entrevista coletiva online num momento de grande pressão sob o elenco e também sob o técnico interino Dyego Coelho.
Por 45 minutos, Cássio respondeu perguntas de 16 jornalistas e admitiu que o Corinthians não tem entregado ao seu torcedor os resultados que deveria.
“Concordo que temos errado situações que a gente costuma não errar, todos nós. Me incluo nisso também, mas vamos evoluir, subir na tabela, em busca das vitórias”, disse o goleiro.
EX-TREINADOR
Tiago Nunes chegou ao Corinthians no início do ano, mas acabou demitido nove meses depois. A passagem foi turbulenta, de polêmicas fora de campo, resultados ruins, com o agravante causado pela pandemia do coronavírus.
Nesta terça-feira (6), o técnico admitiu que a condução do trabalho, da maneira que ele mesmo se propôs a fazer, talvez não tenha sido a ideal para o momento.
“Talvez, esse tenha sido um erro crucial meu, durante muito tempo investindo mais tempo na gestão do que no campo. Onde você divide força, energia, acaba enfraquecendo um lado, e entendo que o campo ficou prejudicado”.
SANTOS
O técnico Cuca tem muitos problemas para escalar o Santos. O Peixe pode ter até dez desfalques em campo além do próprio treinador, suspenso. São seis desfalques confirmados: Vladimir, Sánchez, Renyer, Raniel, Soteldo e Arthur Gomes. Além deles, outros três tem poucas chance de jogo: Lucas Veríssimo, Alison e Marinho. Recuperado mas ainda buscando a melhor forma física, o zagueiro Luiz Felipe é dúvida e completaria os 11 desfalques.
Com isso, Madson deve ser improvisado de maneira mais ofensiva.
Se dentro de campo está difícil escolher quem jogar, fora a situação também não está fácil.
A Justiça determinou a penhora de R$ 85.362.682,25 de recebíveis do Santos em razão de uma dívida do clube com a empresa Doyen Sports. Para liquidar integralmente o débito, o Tribunal ordenou que sejam depositados em juízo os valores que o Santos tem a receber de diversas negociações feitas com outros clubes, além de valores referentes ao acordo com a Rede Globo para transmissão do Brasileirão de 2019. A decisão é em 1ª instância. Cabe recurso. O fundo de investimento alegou à Justiça que o Santos não quitou a última parcela de 5 milhões de euros (R$ 32,8 milhões na cotação desta terça-feira).
Folhapress