11 de julho de 2026
Esporte

São Paulo desafia histórico ruim por vida na Libertadores

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Terceiro colocado no Grupo E da Copa Libertadores, o São Paulo precisa de uma vitória nesta quarta-feira (30), contra o River Plate (ARG), em Avellaneda, para seguir com vida no torneio continental.
A equipe do técnico Fernando Diniz soma apenas quatro pontos, três a menos que o segundo colocado, o River, e cinco a menos que a líder LDU (EQU).

Derrota para o time de Marcelo Gallardo causará a eliminação precoce do clube do Morumbi, que não cai na fase de grupos da Libertadores desde 1987. Em caso de empate, precisará torcer por um triunfo da LDU sobre os argentinos na última rodada e deverá golear o Binacional (PER) por uma improvável diferença de gols. Se o quadro já é difícil pela situação na tabela, o São Paulo ainda desafia um outro aspecto não muito animador para o confronto desta quarta: o histórico na Argentina em jogos pela competição.

Nas 13 partidas que disputou no país em toda a história da Libertadores, a equipe tricolor perdeu dez vezes, empatou outras duas e conseguiu um único triunfo -aproveitamento de 12,8%.

Nesta terça-feira, o São Paulo realizou o último treinamento antes da partida no CT do Boca Juniors e os dirigentes dos Xeneizes não perderam a oportunidade de vincular a imagem do clube a Daniel Alves. Após o treino desta terça-feira, Daniel Alves recebeu uma camisa do Boca Juniors com o número 10 e o seu nome nas costas. O jogador posou ao lado de Marcelo Delgado e Raúl Cascini, que integram o conselho do clube.

Por conta de uma reforma no Monumental de Nuñez, o River Plate decidiu mandar seus jogos em Avellaneda, no estádio Libertadores de América, que pertence ao Independiente. O palco do jogo desta quarta, inclusive, não rende boas lembranças aos são-paulinos mais velhos. Em 1972 e 1974, nas duas primeiras visitas do clube à Argentina em compromissos pela Libertadores, saiu derrotado em ambas. A derrota de 1974, na final do torneio, forçou a realização de um jogo-desempate, já que o São Paulo havia vencido a primeira partida, no Pacaembu. No terceiro jogo da decisão, disputado em Santiago, no Chile, o Independiente venceu por 1 a 0 e ficou com o título continental.

Viajar à Argentina foi pedra no sapato dos são-paulinos até mesmo em suas campanhas vitoriosas. Na final de 1992, ano em que conquistou sua primeira taça na competição, o São Paulo foi derrotado pelo Newell's Old Boys (ARG), em Rosario, por 1 a 0, e precisou reverter a série no Morumbi. Com vitória pelo mesmo placar, levou a decisão para os pênaltis e, com defesa de Zetti se sagrou campeão.

No ano seguinte, o time do técnico Telê Santana reencontrou o Newell's, nas oitavas de final, e mais uma vez sofreu em Rosario. Após perder por 2 a 0 fora de casa, recebeu os argentinos no Morumbi e, com um triunfo por 4 a 0, conseguiu a classificação e caminhou para a conquista do bicampeonato.
Em 1994, diante da oportunidade de alcançar um tricampeonato consecutivo, o torcedor tricolor imaginou o mesmo desfecho de 1992, quando usou a força do Morumbi para reverter o quadro e sair com o título. Mas não funcionou. A partida de ida da final daquele ano terminou com vitória do Vélez Sarsfield (ARG) por 1 a 0, em Buenos Aires. Em, o São Paulo também venceu por 1 a 0 e perdeu nos pênaltis.

Folhapress