A Polícia Civil realizou ontem pela manhã a reconstituição do latrocínio (roubo com morte) contra o comerciante João Origuela Filho, de 73 anos, ocorrido na noite de 21 de julho na rua Madre São Francisco, no Jardim Brasília. O acusado do crime, um desempregado de 24 anos , que já confessou a autoria, participou da reconstituição, coordenada pelo delegado Jovair Marcos Gruppo.
O acusado deu detalhes de tudo o que aconteceu no bar no dia do crime. A reconstituição durou cerca de uma hora e chamou a atenção de vizinhos e pessoas que passavam pelo local. Muitos pararam para acompanhar a movimentação. O trânsito foi interditado para realização dos trabalhos.
Agora a Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto de Criminalística para tentar converter a prisão temporária em preventiva. O desempregado foi preso há uma semana no Distrito de Potunduva, em Jaú, durante operação desencadeada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) daquele município.
O LATROCÍNIO
De acordo com o boletim de ocorrência, um bombeiro, conhecido da família do comerciante, estava em sua casa na noite do crime quando foi procurado pela esposa da vítima, a qual informou que seu marido estava demorando para chegar, sendo que ele tem o costume de fechar o bar sempre entre às 19h30 e 20h.
O bombeiro foi ao estabelecimento e, ao abrir a porta, encontrou Origuela caído no chão e com o corpo todo ensanguentado. A Unidade de Resgate e a PM foram chamados, mas o comerciante já estava sem vida. As características dos ferimentos apontavam que ele foi morto a facadas.
O bar não possui sistema de monitoramento com câmeras de segurança e o carro dele, um Honda City, foi levado e encontrado totalmente incendiado na manhã seguinte, em Jaú. Familiares do comerciante não deram falta de nenhum objeto, mas informaram que ele costumava andar com certa quantia em dinheiro nos bolsos, e quando o corpo foi encontrado não havia nada. Sobre uma prateleira do bar havia R$ 1.330 em dinheiro.
Com informações Jornal Interior